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Publicado há cerca de 1 mês · Tecnologia
A Apple está testando quatro designs diferentes de óculos inteligentes para competir diretamente com os Ray-Ban Meta, segundo relatório publicado pela Bloomberg e reprisado pela Mashable. As informações, reveladas pelo jornalista Mark Gurman, indicam que a gigante de Cupertino busca entrar no mercado de wearables com um produto premium, sem telas nas lentes, mas com forte integração de inteligência artificial (IA) e sincronização com iPhones.
Os designs em avaliação incluem uma armação retangular grande, semelhante aos clássicos Ray-Ban Wayfarers, um modelo retangular mais fino – parecido com os óculos usados pelo CEO Tim Cook –, uma armação oval ou circular maior e outra versão oval ou circular menor e mais refinada. Esses protótipos, com codinome interno N50, ainda não têm um design final definido, e a Apple pode optar por lançar um, alguns ou todos eles.
Diferencial chave dos óculos da Apple são as lentes com câmeras ovais verticais, rodeadas por luzes indicadoras, para se destacar dos concorrentes da Meta. As funcionalidades previstas incluem captura de fotos e vídeos, realização de chamadas, exibição de notificações, reprodução de música e assistente de voz baseado em IA. Tudo isso sem displays nas lentes, priorizando a conexão com o smartphone para edição e compartilhamento de conteúdo.
A construção dos óculos promete ser premium, utilizando material acetato, mais durável e luxuoso que o plástico comum nos modelos da Meta. Cores em teste abrangem preto, azul oceânico e marrom claro, reforçando o apelo estético para consumidores exigentes.
O relatório da Bloomberg, acessado parcialmente devido a paywall, foi corroborado por veículos como Engadget, The Verge, TechCrunch, CNET e 9to5Mac, que destacam a estratégia da Apple de entrar no segmento de óculos inteligentes impulsionado por IA, sem replicar telas como nos óculos da Meta.
Para o público brasileiro, essa novidade pode significar mais opções de wearables integrados ao ecossistema Apple, popular no país. Com o iPhone dominando vendas de smartphones premium no Brasil, segundo dados da IDC, esses óculos poderiam facilitar o dia a dia de profissionais e criadores de conteúdo locais, capturando momentos com edição rápida via apps como Fotos e iMovie.
A revelação surge em um momento de expansão do mercado global de óculos inteligentes. Os Ray-Ban Meta, lançados em 2023, venderam milhões de unidades, impulsionados por câmeras e áudio, conforme relatório da Counterpoint Research. A Apple, que adiou projetos anteriores de óculos com display, agora foca em IA para competir.
Internamente, os óculos N50 integram melhorias na sincronização com iPhone, permitindo edição de vídeos capturados diretamente no dispositivo móvel. Isso alinha com a visão da Apple de ecossistema fechado, onde hardware e software se complementam perfeitamente.
A possível data de anúncio é final de 2026 ou início de 2027, com lançamento comercial previsto para 2027. Tal cronograma coincide com avanços na Apple Intelligence, suíte de IA anunciada em 2024 para iOS 18 e dispositivos compatíveis.
Especialistas consultados por sites como The Verge apontam que a ausência de telas nas lentes evita problemas de bateria e privacidade, comuns em óculos com AR, como os Google Glass do passado. Em vez disso, notificações e comandos de voz seriam processados via iPhone, com áudio espacial nos óculos.
No Brasil, onde o mercado de wearables cresce 20% ao ano segundo a GfK, a entrada da Apple pode pressionar concorrentes como Meta e rivalizar com opções chinesas mais acessíveis. Consumidores brasileiros, ávidos por inovação Apple, aguardam preços competitivos em reais.
Gurman, conhecido por acertos em vazamentos da Apple, baseou-se em fontes internas. Apesar da falta de confirmação oficial da empresa, a consistência entre relatos secundários reforça a credibilidade da informação.
Outros detalhes incluem durabilidade aprimorada do acetato, que resiste melhor a impactos que plásticos injetados, e luzes ao redor das câmeras para sinalizar gravações – medida de privacidade exigida por regulamentações como a LGPD no Brasil.
A estratégia reflete a pivotada da Apple após cancelar óculos com display em 2023, optando por IA generativa em vez de realidade aumentada plena, que demandaria anos de desenvolvimento.
Para desenvolvedores brasileiros, a integração com Vision Pro e iPhone abre portas para apps locais de captura e edição, potencializando criadores no Instagram e TikTok.
Resta aguardar eventos como a WWDC 2026 para mais detalhes. Por ora, os testes sinalizam que a Apple quer dominar o nicho de óculos inteligentes, desafiando a liderança da Meta.
