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Publicado há cerca de 1 mês · Tecnologia
Uma jovem de 23 anos de Cardiff, no País de Gales, conseguiu diagnosticar uma condição rara após anos de erros médicos graças ao ChatGPT, chatbot de inteligência artificial da OpenAI. Phoebe Tesoriere sofreu com sintomas desde a infância, mas só em 2025 obteve o diagnóstico correto ao consultar a ferramenta online.
Phoebe relatou dificuldades para andar, manqueira, problemas de equilíbrio, perda de cabelo e rigidez nas pernas. Esses sintomas foram atribuídos erroneamente a ansiedade, depressão, epilepsia e paralisia de Todd por cerca de quatro anos, segundo relatos da BBC e do G1.
Em julho de 2025, uma convulsão grave levou Phoebe a um coma de três dias, agravando a urgência por um diagnóstico preciso. Desconfiada das explicações médicas anteriores, ela decidiu inserir seus sintomas no ChatGPT em busca de alternativas.
O chatbot sugeriu paraplegia espástica hereditária como uma das condições possíveis, além de outras hipóteses. Impressionada com a precisão da resposta, Phoebe levou a sugestão ao seu clínico geral, que considerou a ideia plausível e autorizou exames adicionais.
Testes genéticos realizados em agosto de 2025 confirmaram o diagnóstico de paraplegia espástica hereditária do tipo quadriplegico complexo. A condição afeta a capacidade de movimento, causando fraqueza progressiva nas pernas e, em casos complexos, em outros membros.
A paraplegia espástica hereditária é uma doença rara, frequentemente subdiagnosticada ou confundida com outras patologias, de acordo com o Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS). Estima-se que afete cerca de 2 a 6 pessoas em cada 100 mil habitantes no Reino Unido.
O caso de Phoebe ganhou destaque na mídia britânica, com coberturas da BBC, WalesOnline e Mirror, e foi republicado por veículos brasileiros como G1 e BBC News Brasil. A história ilustra o potencial da IA em auxiliar diagnósticos médicos complexos.
Phoebe, que trabalha como professora, descreveu o alívio de finalmente entender sua condição após anos de incertezas. 'Eu me sinto validada', disse ela à BBC, destacando como o ChatGPT agiu como um catalisador para o diagnóstico correto.
Médicos alertam, no entanto, que ferramentas de IA como o ChatGPT não substituem consultas profissionais. Elas devem ser usadas como apoio, com resultados sempre validados por especialistas, conforme enfatizado nas reportagens.
O episódio reforça discussões sobre o uso de inteligência artificial na saúde. No Brasil, iniciativas semelhantes já testam chatbots para triagem inicial de sintomas, mas casos como o de Phoebe destacam tanto benefícios quanto limitações.
Especialistas em neurologia explicam que a paraplegia espástica hereditária resulta de mutações genéticas que afetam as vias motoras na medula espinhal, levando a espasticidade e fraqueza muscular progressiva.
Com o diagnóstico confirmado, Phoebe iniciou tratamentos fisioterapêuticos e medicamentos para gerenciar os sintomas, visando preservar sua mobilidade o máximo possível.
A notícia, divulgada em abril de 2026, não apresenta divergências factuais entre as fontes consultadas, todas baseadas na reportagem original da BBC.
Casos como esse podem incentivar pacientes a explorarem ferramentas digitais, mas reforçam a necessidade de checagem médica rigorosa para evitar riscos.
