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Publicado há cerca de 1 mês · Tecnologia
Miami (EUA) – Cristina Junqueira, cofundadora e bilionária do Nubank, intensifica esforços para posicionar o banco digital no competitivo mercado americano. Após mudar-se de São Paulo para Miami com o marido e os quatro filhos, a executiva enfrenta o desafio de construir a marca do zero nos Estados Unidos.
Junqueira, que se tornou bilionária com o IPO do Nubank em 2021 avaliado em US$ 2,6 bilhões, assumiu o posto de CEO da operação nos EUA. Sua motivação ganhou força pessoal: meses de dificuldades para obter um cartão de crédito em bancos tradicionais americanos reforçaram a necessidade de soluções como as do Nubank.
Em janeiro de 2026, o Nubank obteve licença condicional do Escritório do Controlador da Moeda (OCC) para operar como banco nacional nos EUA. As operações, porém, dependem de aprovações finais do Federal Reserve (Fed) e da FDIC, além de capitalização e contratações. O início está previsto em até 18 meses.
"Nada será mais difícil do que construir uma marca nos EUA", declarou Junqueira, destacando o principal obstáculo da expansão. Para driblar isso, o Nubank contratou uma executiva do TikTok para liderar estratégias de marketing voltadas a capturar a atenção de jovens americanos.
Uma das jogadas mais visíveis é a parceria para os naming rights do estádio do Inter Miami CF, rebatizado como Nu Stadium. Junqueira e o cofundador David Vélez marcaram presença na inauguração em abril de 2026, ampliando a exposição da marca no universo do futebol e da cultura latina nos EUA.
O Nubank também fechou acordo com uma equipe de Fórmula 1 ligada à Mercedes-Benz, garantindo visibilidade global a partir de 2026. Essas parcerias esportivas visam associar a fintech a entretenimento e velocidade, atraindo o público jovem e afluente.
A empresa abriu escritórios estratégicos perto de Washington DC e em Palo Alto, na Califórnia, centros de poder regulatório e inovação tecnológica. O foco inicial recai sobre cartões de crédito e crédito pessoal, mirando primeiro a comunidade latina, mas expandindo para americanos jovens.
Analistas do Citi projetam que, com 2% de market share em estados como Califórnia, Texas e Flórida, o Nubank poderia alcançar uma carteira de crédito de até US$ 21 bilhões até 2030. Essas estimativas, no entanto, são especulativas e dependem do sucesso da implementação.
Junqueira utiliza seu Instagram, com mais de 800 mil seguidores, para compartilhar bastidores dos negócios, momentos em família e a adaptação à vida em Miami. Essa proximidade digital ajuda a humanizar a marca e engajar o público americano.
A licença condicional representa um marco para o Nubank, que já é o maior banco digital fora da Ásia, com milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. Nos EUA, o desafio é replicar esse modelo em um mercado dominado por gigantes como JPMorgan e Bank of America.
Especialistas destacam que a experiência de Junqueira em superar barreiras bancárias no Brasil pode ser um trunfo. Sua jornada pessoal – da rejeição de cartões a bilionária global – inspira a narrativa de disrupção.
Enquanto as aprovações finais pendem, o Nubank investe em tecnologia e conformidade regulatória. A operação americana promete produtos sem burocracia, como contas sem taxa e cartões acessíveis, adaptados ao perfil do consumidor dos EUA.
A Bloomberg reportou o entusiasmo de Junqueira em levar o Nubank aos EUA, enfatizando a oportunidade em um setor ainda fragmentado para fintechs. O Estadão confirmou as projeções de início de operações em até 18 meses.
O Globo detalhou as táticas de marketing, como as parcerias esportivas, essenciais para penetrar na cultura pop americana. Valor Econômico reforçou a citação sobre o desafio da marca.
Para Timon Diário, a saga de Junqueira simboliza a ambição brasileira no cenário global financeiro. Resta aguardar se o Nu Stadium e a F1 pavimentarão o caminho para o sucesso nos EUA.
