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Publicado há cerca de 1 mês · Tecnologia
Um novo jogo indie está conquistando jogadores ao redor do mundo ao reviver a rotina tediosa, mas nostálgica, de gerenciar uma locadora de fitas VHS no início dos anos 1990. Intitulado Retro Rewind: Video Store Simulator, o título recria fielmente tarefas como alugar e vender cassetes, reorganizar prateleiras, rebobinar fitas danificadas e lidar com devoluções atrasadas.
Desenvolvido pela Blood Pact Studios, uma pequena equipe de apenas dois programadores, o jogo foi lançado em março de 2026 e rapidamente se tornou um hit no Steam. Em uma semana, vendeu mais de 100 mil cópias e acumula 3.892 avaliações, com 95% classificadas como 'Overwhelmingly Positive'.
A Ars Technica descreve o simulador como uma experiência de 'charme repetitivo e nostalgia zen', apesar de sua simulação de negócios ser superficial. O veículo destaca como o jogo captura a 'gloriosa drudgery' – a gloriosa monotonia – do dia a dia em uma video store dos anos 90.
No Brasil, onde as locadoras de VHS foram ícones culturais nas décadas de 80 e 90, o jogo desperta memórias afetivas para uma geração que cresceu escolhendo filmes entre prateleiras lotadas de Blockbusters e fitas piratas. Muitos brasileiros relatam no Steam a sensação de reviver visitas a lojas como a Video Locadora ou a Casa do Vídeo, comuns em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
O gameplay começa de forma imediata, como elogia o PC Gamer: o jogador pede VHS por um PC antigo, estoca as prateleiras e abre a loja para clientes que chegam logo em seguida. Não há tutoriais longos; a imersão é instantânea.
Entre as mecânicas principais, estão os pedidos semanais de filmes inspirados em lançamentos reais dos anos 80 e 90, como blockbusters de ação e comédias românticas da época. O jogador também compra bootlegs de um traficante suspeito, adicionando um toque de humor negro à simulação.
Personalização é outro atrativo: os donos de locadora contratam funcionários, decoram a loja com pôsteres autênticos e memorabilia de cinema, e gerenciam interações com clientes influenciadas pelo clima ou feriados. Chuva reduz as visitas, enquanto datas especiais aumentam a demanda por fitas familiares.
O The Guardian enfatiza a nostalgia tátil da mídia física, com elementos realistas como multas por atraso em devoluções e penalidades para fitas não rebobinadas. 'É como manusear aquelas caixas de plástico novamente', escreveu o jornal britânico.
Disponível exclusivamente no Steam por um preço acessível, Retro Rewind atrai não só fãs de simuladores, mas também nostálgicos de uma era pré-streaming. Para brasileiros, o jogo evoca o auge das locadoras, quando fitas como 'Top Gun' e 'Ghost' eram alugadas por família inteira.
A Blood Pact Studios, sediada em estúdio caseiro, não esperava tanto sucesso. Em entrevistas citadas pela 80.lv, os desenvolvedores revelaram que o projeto nasceu de memórias pessoais de empregos em video stores durante a adolescência.
Críticas convergem no apelo relaxante das tarefas repetitivas, comparado a jogos como Stardew Valley, mas com foco exclusivo no varejo de vídeo. Não há elementos de combate ou progressão rápida; o prazer está na gestão lenta e autêntica.
Dados do Steam mostram que o jogo mantém alta concurrente de jogadores desde o lançamento, com picos acima de 10 mil simultâneos. Avaliações recentes elogiam a trilha sonora chiptune e os diálogos com clientes excêntricos.
Para o público brasileiro, o simulador ganha relevância extra pelo contexto local: nas anos 90, o Brasil tinha milhares de locadoras, muitas operando em bairros periféricos com estoque misto de originais e cópias ilegais.
Atualizações prometidas incluem mais filmes licenciados e expansões com mecânicas de duplicação de fitas. A comunidade no Steam já sugere adições como locadoras temáticas de terror para o Halloween.
Retro Rewind prova que o mercado indie de simuladores continua vibrante em 2026, com sucessos virais impulsionados por nostalgia. Enquanto serviços como Netflix dominam, jogos como este resgatam o charme analógico perdido.
A Ars Technica, em sua análise detalhada, conclui que o título é 'perfeito para quem quer pausar o mundo moderno e gerenciar uma locadora dos anos 90'. O sucesso comercial reforça o potencial de narrativas cotidianas no gaming.
