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Publicado há 1 dia · Esportes
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o Corinthians por falhas de segurança no Dérbi paulista contra o Palmeiras, disputado na noite de sábado (11) pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O incidente central envolveu o lançamento de um porco de pelúcia via drone no gramado da Neo Química Arena, que interrompeu a partida aos 20 minutos do segundo tempo.
O drone pousou no campo, forçando a paralisação do jogo e gerando denúncia do clube ao artigo 213, inciso III, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de falhas em medidas de segurança para prevenir objetos estranhos no campo de jogo. Segundo a súmula do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, o episódio causou dois minutos de atraso no segundo tempo.
Além do drone, o STJD incluiu na denúncia uma linha de pipa que também invadiu o gramado, somando às irregularidades de segurança. O Corinthians enfrenta risco de perda de até 10 mandos de campo como mandante, devido à reincidência em incidentes semelhantes, como o lançamento de uma cabeça de porco em 2025.
A procuradoria do STJD destacou a gravidade da reincidência na denúncia, publicada pelo UOL Esporte. O julgamento pela Comissão Disciplinar pode resultar em punições severas, considerando precedentes disciplinares do clube.
Paralelamente ao incidente com o drone, o lateral-direito Matheuzinho, do Corinthians, foi denunciado por agressão física. Ele é acusado de acertar um soco no atacante Flaco López, do Palmeiras, enquadrado no artigo 254-A do CBJD, com risco de suspensão de 4 a 12 jogos.
O meio-campista André, também corintiano, foi expulso durante a partida por gesto obsceno e denunciado ao artigo 258. O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, responde por ofensas à arbitragem em entrevista pós-jogo, sob o artigo 243-F.
A torcida corintiana também foi enquadrada por injúria racial contra o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, pela torcedora que proferiu ofensas racistas, conforme artigo 243-G do CBJD.
O tumulto no túnel dos vestiários após o apito final agravou as denúncias. O STJD incluiu atos de Breno Bidon, jornalista do Corinthians, e o preparador físico Luiz Fernando dos Santos por rixa e atos hostis, além de agressões de ambos os lados, enquadradas no artigo 257.
O Corinthians emitiu nota acusando seguranças do Palmeiras de agredirem Breno Bidon e o auxiliar Gabriel Paulista no túnel. Já o Palmeiras aponta versão conflitante, culpando um funcionário corintiano pelos empurrões.
A súmula arbitral relatou ainda atrasos de quatro minutos no primeiro tempo e dois no segundo, levando a denúncia ao artigo 206 do CBJD por falhas na organização do espetáculo.
O jogo terminou em 0 a 0, com o Corinthians mantendo a invencibilidade em casa no Brasileirão, mas os incidentes ofuscaram o resultado em campo. A CNN Brasil destacou que o time pode perder até 10 mandos de campo.
As denúncias foram protocoladas nesta segunda-feira (14), e o STJD agendará o julgamento nos próximos dias. As punições são potenciais e dependem da análise da Comissão Disciplinar, que considerará agravantes como reincidência.
O incidente com o drone viralizou nas redes sociais, com imagens do porco de pelúcia pousando no gramado próximas à área do Palmeiras. O ge.globo registrou o momento exato da interrupção.
Especialistas em direito desportivo apontam que a perda de mandos seria o maior impacto para o Corinthians, que depende do fator casa para brigar por melhores posições no Brasileirão.
O caso reforça o debate sobre segurança em clássicos brasileiros, com o STJD endurecendo punições para incidentes que comprometem a integridade do espetáculo. O Corinthians tem histórico de sanções por objetos lançados em campo.
A expectativa é de que o clube se defenda apresentando laudos de segurança da Neo Química Arena e depoimentos sobre o drone, cuja origem ainda é investigada pela Polícia Civil.
