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Publicado há cerca de 4 horas · Tecnologia
Vídeos animados gerados por inteligência artificial, no estilo de animações Lego, viralizaram nas redes sociais retratando cenários fictícios da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. Produzidos por grupos pró-Irã, os clipes mostram mísseis atingindo Tel Aviv, a Casa Branca em chamas e até um túmulo com a inscrição 'R.I.P. Donald John Trump'.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">2</argument></grok:render>
O conflito que inspira essas produções começou em fevereiro de 2026, com ataques dos EUA e Israel a instalações nucleares iranianas. Os vídeos, que misturam rap com letras antiamericanas como 'Taste the ash of defeat', da música 'L.O.S.E.R.', acumularam milhões de visualizações em plataformas sociais.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">3</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">4</argument></grok:render>
Responsáveis pela criação são grupos como o estúdio Akhbar Enfejari, conhecido como Explosive News, operando dentro do Irã. As animações caricaturizam líderes como Donald Trump e Benjamin Netanyahu como figuras de Lego, em cenas de supostas 'vitórias' iranianas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render>
Alguns clipes referenciam teorias da conspiração, como supostos arquivos de Jeffrey Epstein ligados a Trump e deepfakes substituindo Netanyahu. Apesar da sátira, analistas debatem se se trata de mera diversão online ou propaganda sofisticada para semear descontentamento no Ocidente.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">2</argument></grok:render>
Os vídeos foram repostados por mídia estatal iraniana, como a Tasnim News, e promovidos por veículos russos, ampliando seu alcance global. Criadores negam laços diretos com o governo de Teerã, alegando serem ativistas independentes, mas a sofisticação técnica levanta suspeitas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render>
Em um dos vídeos mais vistos, mísseis Lego voam rumo a alvos em Israel e nos EUA, culminando em explosões e mensagens de 'derrota'. Outros incluem solidariedade a vítimas históricas de agressões americanas, misturando trolling com narrativas políticas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">3</argument></grok:render>
A viralidade reflete uma mudança na propaganda iraniana, que agora usa IA para criar conteúdo acessível e meme-like, atraindo públicos jovens no Ocidente. Especialistas em desinformação notam que os clipes celebram 'vitórias' iranianas não confirmadas no campo de batalha real.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">4</argument></grok:render>
Fortune relatou que esses grupos pró-Irã são 'AI-savvy', dominando ferramentas de geração de vídeo para trollar os EUA de forma criativa. A New Yorker identificou a equipe por trás da campanha, destacando sua operação dentro do Irã.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">2</argument></grok:render>
O Guardian descreveu os vídeos como 'slopaganda', uma mistura de slop (conteúdo de baixa qualidade gerado por IA) e propaganda, com Trump sofrendo ataques como 'poo-bombing'. A CNN observou uma evolução na estratégia iraniana, mais focada em entretenimento viral.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">3</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">4</argument></grok:render>
Embora a influência real no público ocidental seja incerta, os clipes complicam a distinção entre diversão e manipulação. Eles surfam na polarização da guerra, usando humor para moldar percepções sobre o conflito.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">3</argument></grok:render>
Especialistas alertam que a produção em massa de conteúdo IA acelera a disseminação de narrativas pró-Irã, desafiando plataformas de moderação. No Brasil, os vídeos circulam em grupos de WhatsApp e Telegram, gerando debates sobre fake news bélicas.
A ausência de imagens oficiais dos criadores dificulta verificações independentes, mas capturas de tela dos clipes circulam amplamente. Plataformas como X e TikTok viram picos de engajamento, com reposts orgânicos impulsionando a propagação.
Governos ocidentais monitoram essas campanhas como parte de esforços contra desinformação estatal. O Pentágono classificou produções semelhantes como 'propaganda híbrida', combinando entretenimento e guerra psicológica.
Para o Irã, os Lego videos representam uma vitória barata na guerra de narrativas, custando pouco em produção mas rendendo alto em visibilidade. Analistas preveem mais conteúdo similar à medida que o conflito prossegue.
Resta saber se esses clipes alterarão opiniões públicas ou se dissiparão como memes passageiros. Em um mundo de IA ubíqua, a linha entre sátira inofensiva e propaganda letal torna-se cada vez mais tênue.
