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Publicado há cerca de 1 mês · Mundo
Roma e Washington estão no centro de uma troca de farpas entre o presidente Donald Trump, em seu segundo mandato, e o papa Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano da história, eleito há menos de um ano. Nascido em Chicago, Leão XIV representa um contraste com seu antecessor, Francisco, e tem ganhado apoio entre católicos conservadores, mas agora enfrenta críticas diretas de Trump.
Trump atacou o papa em postagem no Truth Social, chamando-o de 'fraco no combate ao crime' e 'péssimo em política externa'. A ofensiva veio após Leão XIV criticar as ameaças americanas contra o Irã, rotulando-as de 'inaceitáveis' e defendendo o diálogo como caminho para a paz. O embate destaca tensões sobre a guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, além de divergências em imigração.
Em resposta, o papa declarou não ter medo da administração Trump e prometeu continuar falando contra a guerra. 'Não sou político, mas sigo o Evangelho em meus apelos por paz', enfatizou Leão XIV durante um voo papal, segundo a Reuters. A declaração reforça sua postura firme, abandonando indiretas para um discurso mais direto contra o presidente.
Trump, por sua vez, recusou-se a pedir desculpas. Em entrevista à PBS, ele afirmou não dever nada ao papa após os comentários sobre o Irã. O republicano ainda postou uma imagem gerada por IA no Truth Social, retratando-se como uma figura semelhante a Jesus, que foi removida após repercussão negativa por simbolismo considerado blasfemo pelo Washington Post.
A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) expressou decepção com os ataques de Trump, reafirmando o apoio ao papa em sua busca pela paz. 'Seguindo a postagem crítica de Trump, o papa Leão continua seu apelo pela paz', destacou a entidade em nota oficial.
No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota de apoio a Leão XIV, condenando as críticas de Trump. A entidade do Distrito Federal reforçou a importância da voz papal em tempos de tensão global, ecoando líderes católicos na Itália e outros países.
O New York Times descreve Leão XIV como um 'oponente papal diferente', destacando como o papa conservador difere de Francisco e atrai católicos de direita, mas arrisca alienar bases de Trump. O Washington Post alerta que os ataques podem afastar eleitores católicos conservadores do presidente.
Pré-papado, Leão XIV já criticava Trump, mas o atual confronto é inédito entre dois americanos poderosos: o líder da Casa Branca e o chefe da Igreja Católica. A BBC Brasil chama de 'guerra de farpas' entre os dois.
O G1 relatou que Trump chamou Leão XIV de 'fraco' e 'péssimo', com o papa reagindo que vai 'seguir firme contra a guerra'. Outra matéria do portal destaca como o pontífice 'endureceu o discurso contra Trump', dizendo 'não tenho medo'.
Para o público brasileiro, o episódio ganha relevância pela forte presença católica no país, segundo maior do mundo nesse quesito. A CNBB, ao apoiar Leão XIV, sinaliza alinhamento com apelos papais por paz em conflitos no Oriente Médio, que afetam estabilidade global e fluxos migratórios para as Américas.
Analistas veem risco político para Trump, que depende de votos evangélicos e católicos conservadores. Leão XIV, com sua origem nos EUA, conhece o terreno, mas prioriza doutrina sobre eleições. O embate expõe fraturas na direita americana.
Nenhuma resposta oficial do Vaticano além das declarações em voo foi confirmada, mantendo o foco nas falas públicas do papa. Trump insiste em sua linha dura contra o Irã, ignorando apelos dialoguistas.
O caso ilustra tensões entre poder secular e moral na superpotência americana, com ecos no Brasil via CNBB. Líderes católicos globais monitoram se o racha se aprofunda, especialmente em imigração e segurança.
Até o momento, Leão XIV mantém tom evangélico, sem retaliações pessoais. Trump, sem recuar, aposta que seus eleitores veem o papa como intervencionista. O diálogo, ironicamente, parece distante como nas crises que criticam.
Fontes como NYT, Washington Post e G1 confirmam os fatos, sem contradições. O episódio segue em desenvolvimento, com católicos divididos entre lealdade ao papa e apoio ao presidente.
