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Publicado há cerca de 1 mês · Esportes
Jean Todt, ex-chefe da Ferrari e presidente da FIA entre 2006 e 2021, afirmou que as trapaças de Michael Schumacher custaram caro em sua carreira. Em entrevista recente ao podcast High Performance, publicada por volta de 10 de abril de 2026, Todt descreveu o alemão como 'um cara excelente', mas que perdeu o controle em momentos decisivos, pagando um preço alto por isso.
O foco principal das declarações de Todt recai sobre o polêmico episódio do GP de Mônaco de 2006. Durante a classificação, Schumacher parou o carro de propósito na curva Rascasse, impedindo que rivais, incluindo Fernando Alonso, completassem voltas rápidas. A manobra acionou bandeira amarela a poucos segundos do fim da sessão, beneficiando indiretamente a Ferrari, mas gerando controvérsia imediata.
A direção de prova puniu Schumacher severamente: ele largou em último na corrida de Mônaco e terminou em quarto lugar. Alonso, líder do campeonato, conquistou a pole position e venceu a prova, consolidando sua vantagem na disputa pelo título.
Todt foi categórico ao afirmar que o incidente em Mônaco custou o campeonato de 2006 a Schumacher. O alemão terminou a temporada com 121 pontos, contra 134 de Alonso, da Renault. Antes da penúltima corrida, no Japão, os dois estavam empatados, mas Schumacher abandonou por quebra de motor, selando o bicampeonato do espanhol.
As declarações de Todt ecoaram em veículos como UOL, ge.globo e O Globo, que destacaram a admissão do ex-chefe da Ferrari de que Schumacher 'parou de propósito'. O episódio de 2006 é visto retrospectivamente como um erro tático que comprometeu as chances de título do heptacampeão.
Todt também mencionou outro incidente marcante na carreira de Schumacher: em 1997, no GP da Europa, o alemão bateu deliberadamente em Jacques Villeneuve para tentar impedir o canadense de ultrapassá-lo na classificação do campeonato. A manobra resultou na desclassificação de Schumacher do Mundial inteiro.
Apesar de elogiar Schumacher como piloto excepcional, Todt enfatizou que esses momentos de perda de controle tiveram consequências graves. 'Custaram muito caro', repetiu o francês, analisando quase 20 anos depois os eventos que mancharam a trajetória impecável do alemão na Ferrari.
Schumacher, que conquistou cinco títulos consecutivos com a escuderia italiana entre 2000 e 2004, enfrentou uma temporada difícil em 2006, com a Ferrari menos competitiva que a Renault. A polêmica em Mônaco foi um dos pontos baixos, amplamente debatida na época.
Não há confirmação oficial contemporânea da FIA sobre a intencionalidade da parada em Mônaco, mas a punição imediata indica que os comissários viram irregularidade. Todt, que assumiu a presidência da entidade meses depois, oferece agora uma visão interna sobre o episódio.
A entrevista ao podcast High Performance ganhou repercussão no Brasil, onde a Fórmula 1 tem grande torcida. Sites como AutoRacing.com.br também cobriram as falas de Todt, reforçando que os 'erros custaram títulos' ao alemão.
Schumacher, aposentado desde 2012 e afastado publicamente após um acidente doméstico em 2013, não comentou as declarações. Sua família mantém reserva sobre sua saúde, mas o legado do piloto continua sendo debatido.
Para Todt, que trabalhou com Schumacher por 11 anos na Ferrari, o equilíbrio entre agressividade e fair play foi o calcanhar de Aquiles do alemão em momentos cruciais. As trapaças, segundo ele, não definiram a carreira, mas tiraram troféus importantes.
O campeonato de 2006 foi o último de Schumacher pela Ferrari antes de uma pausa na carreira. Alonso, beneficiado indiretamente pelo incidente, celebrou o título em Interlagos, diante de uma torcida apaixonada.
Essas revelações retrospectivas reacendem discussões sobre ética na Fórmula 1, especialmente em circuitos icônicos como Mônaco, onde a estratégia pode beirar o limite das regras.
Todt, figura influente no automobilismo, usa sua experiência para analisar o que poderia ter sido diferente na trajetória de um dos maiores pilotos da história.
