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Publicado há cerca de 18 horas · Mundo
O deputado republicano Tony Gonzales, representante do 23º distrito do Texas na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, anunciou neste domingo (13) que renunciará ao cargo. A decisão foi divulgada em postagem na rede social X (ex-Twitter) e protocolará formalmente sua saída na terça-feira (14), quando o Congresso retomar as sessões.
Gonzales, eleito em 2022, enfrenta uma investigação do Comitê de Ética da Câmara por conduta sexual imprópria. A renúncia evita uma votação de expulsão prevista para os próximos dias, que poderia torná-lo o sétimo membro expulso na história da casa legislativa americana.
Em março de 2026, o deputado admitiu publicamente um caso extraconjugal com uma ex-assessora, que morreu por suicídio. Fontes variam na descrição do método — algumas mencionam autoimolação —, mas o escândalo inclui alegações de relacionamento coercitivo e envio de mensagens inadequadas pela assessora.
Sob pressão de líderes republicanos, Gonzales encerrou sua campanha de reeleição em março, após o episódio ganhar repercussão nacional. A liderança do Partido Republicano confirmou que a expressão 'file my retirement' usada por ele equivale a uma renúncia efetiva.
Na postagem no X, Gonzales escreveu: 'Há uma estação para tudo e Deus tem um plano para todos nós'. O texto reflete um tom reflexivo, mas não detalha os motivos além da decisão pessoal.
O 23º distrito do Texas, na fronteira com o México, é um reduto conservador com forte influência hispânica. Gonzales, veterano do Exército, foi reeleito em 2024 por margem apertada, mas o escândalo abalou sua base eleitoral.
A renúncia de Gonzales ocorre horas após o democrata Eric Swalwell, da Califórnia, também anunciar saída do Congresso por alegações semelhantes de má conduta sexual. Ambos os casos estão sob escrutínio do Comitê de Ética.
Para o Brasil, o episódio destaca tensões internas no bipartidarismo americano, similar a escândalos que afetam a imagem de parlamentares em Brasília. A Câmara dos EUA, com 435 membros, vê raras expulsões — a última foi em 2023, por insurreição no Capitólio.
Líderes republicanos, como o presidente da Câmara, pressionaram Gonzales a desistir da reeleição para evitar divisões no partido antes das eleições de meio de mandato. A vaga no Texas deve atrair candidatos conservadores alinhados à agenda de Trump.
O Comitê de Ética investigava Gonzales desde fevereiro, focando em violações de regras sobre assédio e uso indevido de recursos. Alegações de coerção não foram admitidas pelo deputado, que reconheceu apenas o affair.
Com o Congresso retornando na terça, a pauta inclui orçamento federal e reformas imigratórias, relevantes para o distrito fronteiriço de Gonzales. Sua saída abre espaço para um substituto via eleição especial.
Jornais como The New York Times, CNN e Politico cobriram o anúncio em tempo real, confirmando o impacto no cenário político republicano. Fox News destacou o contexto de 'alegações de má conduta sexual'.
A Associated Press relatou que Gonzales enfrentava críticas de colleagues por votar a favor de pacotes bipartidários, o que já enfraquecera sua posição antes do escândalo pessoal.
Reuters e Washington Post ligam as renúncias de Gonzales e Swalwell a um padrão de accountability em Washington, com democratas também cobrando Swalwell.
USA Today enfatizou que a saída pré-expulsão preserva parte da pensão e benefícios do deputado. O caso reforça debates sobre ética no Congresso americano, ecoando discussões globais sobre abuso de poder.
