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Publicado há cerca de 1 mês · Mundo
As eleições parlamentares na Hungria, realizadas em 12 de abril de 2026, marcaram um terremoto político no país e reverberam no cenário internacional. Com uma participação recorde acima de 77%, os húngaros deram uma vitória esmagadora ao partido Tisza, de centro-direita liderado por Péter Magyar, que conquistou entre 137 e 138 das 199 cadeiras no Parlamento, conforme apurado por veículos como G1 e Estadão.
O Fidesz, legenda do primeiro-ministro Viktor Orbán, ficou com apenas 55 assentos, perdendo a maioria absoluta que sustentava há 16 anos. Orbán, um dos principais nomes da extrema-direita global, reconheceu a derrota em declaração pública, descrevendo o resultado como 'claro e doloroso', segundo reportagens do G1.
Essa reviravolta encerra uma era de domínio ininterrupto de Orbán como premier húngaro, iniciada em 2010. O líder conservador era visto como referência para movimentos de direita radical na Europa e além, com políticas que desafiavam Bruxelas e promoviam uma agenda nacionalista.
Péter Magyar, ex-aliado de Orbán que rompeu com o governo, emergiu como o grande vencedor. O Tisza obteve cerca de dois terços das cadeiras, garantindo uma maioria confortável para formar o novo governo. Magyar prometeu reaproximação com a União Europeia e a OTAN, sinalizando uma mudança de rumos na política externa húngara.
A União Europeia celebrou o resultado. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu com otimismo, afirmando que 'a Hungria escolheu a Europa', conforme noticiado pelo G1. Líderes como o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky parabenizaram Magyar pela vitória.
Do outro lado, Orbán contava com apoios de figuras como Donald Trump e Vladimir Putin para sua reeleição. A derrota representa um revés significativo para a coalizão informal da extrema-direita global, que via na Hungria um bastião contra as políticas liberais de Bruxelas.
O podcast 'O Assunto #1700' do G1 dedicou episódio especial ao tema, questionando: 'A derrota de Orbán na Hungria: como fica a extrema-direita global?'. A análise destaca o impacto em movimentos semelhantes na Europa e no mundo.
Tanto Tisza quanto Fidesz alegaram irregularidades eleitorais, o que pode levar a contestações judiciais. Há leve variação nos números exatos de cadeiras – 137 pelo G1 e 138 pelo Estadão –, mas o domínio do Tisza é incontestável.
Magyar, perfilado pelo G1 como 'o rival de Viktor Orbán', é advogado e ex-funcionário do governo que se voltou contra o sistema após escândalos de corrupção. Sua campanha focou em transparência, economia e restauração de laços com o Ocidente.
A RFI descreveu a vitória como 'derrota histórica à hegemonia de 16 anos de Orbán'. O blog de Sandra Cohen no G1 reforçou: 'A despeito de Trump e Putin, União Europeia vence na Hungria ao destronar Viktor Orbán'.
Para a extrema-direita global, o resultado é um alerta. Orbán era aliado de Trump nos EUA e resistia a sanções contra a Rússia. Sua queda enfraquece narrativas de sucesso do populismo autoritário.
Analistas apontam que o 'Orbánomics', criticado pelo Valor Econômico como 'desastre para a Hungria', contribuiu para o desgaste, com inflação alta e estagnação econômica.
A Folha de S.Paulo resumiu: 'Húngaros escolhem a liberdade'. O novo Parlamento deve ser instalado em breve, com Magyar como provável próximo premier.
O episódio reforça tendências pró-Europa em nações do Leste Europeu, após vitórias semelhantes em outros países. Resta observar se contestações alterarão o quadro, mas a mensagem dos eleitores foi clara.
Essa derrota não só redesenha o mapa político húngaro, mas questiona o futuro da extrema-direita em um continente polarizado.
