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Publicado há cerca de 1 mês · Mundo
Uma greve que paralisaria o segundo maior distrito escolar dos Estados Unidos foi evitada na madrugada desta terça-feira, 14 de abril de 2026, com um acordo de última hora entre o Distrito Escolar Unificado de Los Angeles (LAUSD) e o sindicato SEIU Local 99.
O pacto, anunciado por volta das 2h ou 3h no horário do Pacífico, garante que cerca de 400 mil estudantes terão aulas normalmente hoje, evitando o fechamento total das escolas.
O SEIU Local 99 representa aproximadamente 30 mil funcionários de apoio, como motoristas de ônibus, zeladores e trabalhadores de cantina, que estavam prontos para cruzar os braços pela primeira vez em conjunto com outros dois sindicatos.
Acordos tentativos já haviam sido fechados no domingo com o United Teachers Los Angeles (UTLA), que congrega 37 mil educadores, e a Associated Administrators of Los Angeles (AALA/Teamsters Local 2010), com 3 mil administradores e diretores.
Juntas, as três entidades sindicais falam por cerca de 70 mil dos 83.300 funcionários do LAUSD, o que tornava a ameaça de greve conjunta inédita e de alto impacto.
O acordo com o SEIU inclui um aumento salarial de 24% ao longo da vigência do contrato, além de mais horas de trabalho para acesso a benefícios de saúde e a reversão de demissões no setor de TI, segundo fontes como o Los Angeles Times e o Daily News.
Para o UTLA, o pacto prevê um reajuste médio de 13,86%, elevando o salário inicial de professores para US$ 77 mil anuais, e a expansão da equipe de saúde mental nas escolas.
Já a AALA conquistou um aumento de 11,65% em dois anos, conforme reportado pela EdSource.
Todos os acordos são tentativos e ainda dependem de ratificação pelos membros dos sindicatos e aprovação da Junta Escolar do LAUSD, o que pode ocorrer nos próximos dias.
As negociações foram descritas como maratônicas, com a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, participando diretamente das tratativas com o SEIU Local 99 para evitar o colapso do sistema educacional.
Para o Brasil, onde greves docentes são comuns em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, o caso de Los Angeles destaca a pressão por reajustes salariais em tempos de inflação persistente nos EUA, com paralelos à valorização de profissionais de apoio escolar, muitas vezes negligenciados.
O LAUSD atende cerca de 390 mil a 400 mil alunos, números que variam ligeiramente entre fontes como The New York Times e Associated Press, e sua paralisação afetaria famílias de baixa renda em uma das maiores metrópoles americanas.
A prefeita Bass celebrou o acordo como uma vitória para a cidade, enfatizando a importância de manter a educação funcionando em meio a tensões trabalhistas crescentes pós-pandemia.
Especialistas em educação apontam que os ganhos salariais refletem demandas acumuladas, com o custo de vida em Los Angeles superando a média nacional, similar a capitais brasileiras como São Paulo.
Embora os detalhes salariais possam ter pequenas variações entre veículos, o consenso é de alívio imediato: escolas abertas, alunos em sala de aula e negociações que evitam prejuízos bilionários em dias letivos perdidos.
O episódio reforça a relevância de mediação governamental em disputas sindicais, modelo que poderia inspirar resoluções rápidas em conflitos educacionais no Brasil.
Ratificação pendente, o LAUSD agora foca em implementar os termos, garantindo estabilidade para o ano letivo em curso.
Fontes como AP News e LA Times confirmam que não há indícios de novos impasse, com expectativa de normalidade total.
