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Publicado há 2 dias · Esportes
São Paulo, 13 de abril de 2026 - Um incidente entre jogadores e seguranças no túnel de acesso aos vestiários marcou o fim do clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado na noite de sábado (12) pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O jogo terminou empatado em 0 a 0 na Neo Química Arena, mas a tensão em campo se estendeu para fora das quatro linhas.
O Sport Club Corinthians Paulista alega que seus jogadores Gabriel Paulista e Breno Bidon foram agredidos por seguranças do Palmeiras logo após o apito final. Em nota oficial publicada em seu site, o Timão informou que registrou ocorrência no Juizado Especial Criminal (Jecrim) de São Paulo, com suporte jurídico completo, e apresentou imagens das confusões para corroborar a versão.
Segundo o Corinthians, as agressões ocorreram enquanto os atletas se dirigiam aos vestiários. O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, reforçou a narrativa em declaração à imprensa, afirmando que os seguranças palmeirenses iniciaram os atos de violência antes de qualquer reação dos corintianos.
Do outro lado, o Palmeiras apresentou uma versão contraditória. O clube acusa um funcionário do Corinthians de agredir com um tapa o atacante Luighi, que se dirigia ao exame antidoping. O Verdão também pretende registrar queixa no Jecrim e já entregou imagens que, segundo eles, comprovam o incidente.
Ambos os clubes depositaram materiais audiovisuais no Jecrim para análise. A investigação está em andamento, sem confirmação oficial independente até o momento, o que deixa as acusações em versões opostas.
O clássico já havia sido tenso em campo. O Corinthians teve duas expulsões: o volante André, por gesto obsceno, e o lateral Matheuzinho, por agredir o atacante Flaco López, do Palmeiras. Esses episódios contribuíram para o clima quente que culminou no túnel.
O técnico Fernando Diniz, do Corinthians, minimizou a confusão em entrevista pós-jogo. Ele descreveu o ocorrido como um simples 'empurra-empurra', sem agressões físicas graves aos jogadores corintianos, e evitou escalar polêmicas.
A diretoria corintiana tentou uma abordagem conciliatória. Propôs um acordo ao Palmeiras para evitar a escalada policial, mas a oferta foi recusada pelo rival, que manteve a intenção de prosseguir com a queixa.
O incidente ganhou repercussão imediata na mídia esportiva. O portal ge.globo destacou as acusações mútuas em matérias separadas para cada time, enquanto o UOL Esporte compilou as versões conflitantes dos clubes.
A Rádio Itatiaia foi uma das primeiras a noticiar as agressões sofridas pelos jogadores corintianos, com título direto sobre seguranças do Palmeiras. O portal Itatiaia também cobriu o fato, enfatizando a versão do Timão.
O jornal O Estado de S. Paulo relatou a tentativa frustrada de acordo entre as diretorias, confirmando que as queixas prosseguem nos dois lados. A Neo Química Arena, casa do Corinthians, foi o palco do embate tanto em campo quanto nos bastidores.
Esse tipo de confusão pós-jogo não é inédito em Dérbis Paulista, mas a ida ao Jecrim pode resultar em punições administrativas ou judiciais. A CBF e a Polícia Civil ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.
Os jogadores envolvidos não sofreram lesões graves, segundo relatos iniciais dos clubes. Gabriel Paulista e Breno Bidon foram atendidos pelo departamento médico corintiano, enquanto Luighi seguiu para o antidoping sem maiores problemas.
A torcida, que lotou a Neo Química Arena, viu um jogo equilibrado, mas sem gols. O empate mantém o Palmeiras na briga pelo G-4, enquanto o Corinthians busca recuperação na tabela.
A expectativa agora é pela análise das imagens no Jecrim, que pode esclarecer a sequência exata dos fatos. Até lá, a rivalidade entre os gigantes paulistas ganha mais um capítulo extradesportivo.
O caso reforça a necessidade de protocolos mais rígidos de segurança em clássicos brasileiros, com árbitros e comissões de arbitragem sob pressão para mediar melhor esses embates.
