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Publicado há cerca de 1 mês · Mundo
Islamabad – O Paquistão propôs nesta segunda-feira (14) uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã na capital paquistanesa, nos próximos dias, antes do término do cessar-fogo frágil entre as partes. A iniciativa surge após a primeira rodada em Islamabad, que durou cerca de 20 horas e terminou sem acordo, mas com troca de propostas sobre o programa nuclear iraniano.
Funcionários paquistaneses, falando sob condição de anonimato, indicaram que o objetivo é aproveitar uma 'janela estreita' para retomar o diálogo, focado no Estreito de Ormuz, no cessar-fogo e nas demandas nucleares. O Paquistão tem atuado como mediador neutro, hospedando as rodadas em sua capital.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações anteriores 'fizeram algum progresso' e descreveu as conversas como 'boas'. 'A bola está na quadra do Irã', declarou Vance, sinalizando que Washington aguarda uma resposta de Teerã.
O presidente Donald Trump reforçou o otimismo ao dizer que 'fomos contatados pelo outro lado' e que 'eles querem fazer um acordo'. As declarações de Vance e Trump foram interpretadas como indícios de avanço, apesar da falta de confirmação oficial sobre a nova rodada proposta pelo Paquistão.
Nas negociações iniciais, os EUA exigiram a suspensão por 20 anos do enriquecimento de urânio pelo Irã e a remoção completa do estoque de urânio altamente enriquecido do país. O Irã contrapropôs a diluição do material em vez de sua entrega e um prazo de 'um dígito' de anos para a suspensão.
Apesar do progresso reportado, as divergências persistem, especialmente sobre o destino do urânio altamente enriquecido. Não há confirmação oficial dos governos americano ou iraniano sobre a proposta paquistanesa para novas conversas.
O contexto das negociações é marcado por tensões no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de petróleo, incluindo exportações que afetam o Brasil como grande importador de combustíveis. Um bloqueio prolongado poderia elevar preços internacionais, impactando a economia brasileira.
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), em relatório especial de 13 de abril, destacou que as propostas trocadas em Islamabad representam o primeiro diálogo direto em anos sobre o programa nuclear iraniano, sob mediação paquistanesa.
A Al Jazeera relatou que Islamabad vê uma oportunidade urgente para ressuscitar as conversas após o impasse da primeira rodada, com o cessar-fogo correndo risco de colapso.
A Associated Press confirmou as declarações de Vance e Trump, notando que os EUA mantêm pressão sobre o Irã para concessões concretas no nuclear.
A Fox News cobriu a fala de Vance sobre a 'bola na quadra do Irã' e a proposta paquistanesa, enfatizando o papel de Islamabad como anfitrião.
O New York Times, em atualizações ao vivo, detalhou a troca de propostas nucleares, com os EUA insistindo na remoção do estoque iraniano.
A BBC reportou Vance dizendo que 'dois podem jogar esse jogo', em referência às táticas iranianas nas negociações.
Para o Brasil, o desfecho dessas conversas é relevante devido à dependência de petróleo do Oriente Médio. Qualquer escalada no Ormuz poderia pressionar os preços globais, afetando inflação e abastecimento no país.
Analistas consultados pela AP News alertam que, sem acordo, o risco de confrontos no Estreito aumenta, com implicações para a estabilidade energética mundial.
