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Publicado há cerca de 7 horas · Economia
Três superpetroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz neste sábado (11), marcando a primeira travessia desde o anúncio do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Os navios, monitorados por dados de navegação, saíram do Golfo Pérsico enquanto delegações dos dois países negociam um acordo no Paquistão.
Os petroleiros Very Large Crude Carrier (VLCC) Serifos, de bandeira liberiana, e Cospearl Lake e He Rong Hai, de bandeira chinesa, entraram e saíram do 'Hormuz Passage trial anchorage', área que contorna a ilha iraniana de Larak. Cada um tem capacidade para cerca de 2 milhões de barris de petróleo, segundo análises de empresas como LSEG, MarineTraffic e Kpler.

Animação mostra petroleiros saindo do Golfo pelo Estreito de Ormuz no início das negociações EUA-Irã (MarineTraffic via Reuters/CNN Brasil)
O Serifos transporta carga de petróleo da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, carregada no início de março. Dados indicam chegada prevista ao porto de Malaca, na Malásia, em 21 de abril. Esse movimento sinaliza uma tentativa de retomada do tráfego marítimo após meses de bloqueio imposto pelo Irã.
Já o Cospearl Lake carrega petróleo iraquiano, enquanto o He Rong Hai traz petróleo saudita. Ambos os navios chineses são fretados pela Unipec, braço comercial da gigante estatal Sinopec. A empresa chinesa não se pronunciou imediatamente sobre o assunto.

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A travessia ocorre em um momento delicado, com o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz vigente desde o início da guerra entre EUA e Irã. O estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, teve o tráfego paralisado, impactando o fornecimento global de energia e elevando os preços do barril.

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Dados de navegação confirmam que esses foram os primeiros petroleiros a deixar o Golfo desde a trégua anunciada. A passagem anima o mercado, mas ressalta a fragilidade das negociações em curso. O evento foi reportado com base em rastreamento marítimo, enfatizando os petroleiros chineses como pioneiros na reabertura.

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Esse cruzamento testa a segurança do Estreito de Ormuz, onde o bloqueio iraniano criou um impasse logístico global. Analistas veem o fato como um barômetro para a adesão à trégua, embora sem pronunciamentos oficiais dos envolvidos. A capacidade combinada dos três VLCCs ultrapassa 6 milhões de barris, um volume significativo para acalmar mercados nervosos com a escalada de preços do petróleo durante o conflito. Enquanto as negociações prosseguem no Paquistão, o tráfego marítimo como esse pode influenciar o rumo das discussões.