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Publicado há cerca de 7 horas · Economia
O Ibovespa fechou nesta quinta-feira (10) em 197.324 pontos, com alta de 1,12%, renovando o recorde histórico pela 16ª vez em 2026. A máxima intradiária chegou a 197.553,64 pontos, refletindo otimismo no mercado com as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã marcadas para esta sexta-feira (11) em Islamabad.
O dólar à vista encerrou cotado em R$ 5,0112, com queda de 1,02%, alcançando a menor cotação em dois anos. Algumas fontes registram o valor em R$ 5,01, com recuo de 1,03%. O movimento foi impulsionado pela desvalorização do petróleo após o cessar-fogo EUA-Irã anunciado em 7 de abril, com reabertura temporária do Estreito de Ormuz por duas semanas.
Na semana, o Ibovespa acumula ganho de 4,93%, marcando a nona alta consecutiva. O volume financeiro negociado somou cerca de R$ 33,7 bilhões, sinalizando robustez no pregão.
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O dólar, por sua vez, acumula desvalorização de 2,87% na semana, 3,23% no mês e 8,70% no ano, favorecido pelo apetite por risco global e pela desescalada de tensões no Oriente Médio.
Apesar do IPCA de março ter subido 0,88%, acima da expectativa de 0,7%, acumulando 4,14% em 12 meses, o mercado priorizou os sinais positivos internacionais. A alta foi puxada por Transportes (+1,64%) e combustíveis (+4,59%), mas o foco permaneceu na trégua EUA-Irã.

O otimismo externo se reflete no fluxo de capital estrangeiro para a B3, que sustenta a sequência de recordes do Ibovespa. Setores como financeiro e commodities lideraram os ganhos, beneficiados pela queda do dólar e estabilização do petróleo.
O mercado agora volta os olhos para Islamabad, onde as negociações podem pavimentar uma trégua mais duradoura, sustentando o rally na B3 e a apreciação do real.
