Matéria
Publicado há cerca de 1 mês · Mundo
O príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle, duque e duquesa de Sussex, desembarcaram em Melbourne na terça-feira (13) para uma visita discreta de quatro dias à Austrália. Trata-se da primeira viagem do casal ao país desde o tour real oficial de 2018, quando estavam em pleno exercício de funções na monarquia britânica. A chegada marca um retorno low-key, sem o aparato cerimonial de outrora, conforme reportado pela Associated Press (AP News).
Os Sussexes viajaram em classe executiva num voo comercial da Qantas, partindo de Los Angeles, e pousaram no aeroporto de Melbourne por volta das 6h30 locais. O casal afirma que a viagem é integralmente financiada de forma privada, evitando custos diretos com a família real britânica. No entanto, fontes divergem sobre os gastos com segurança policial, que seriam arcados por contribuintes australianos, apesar das declarações do duque e da duquesa.
A primeira agenda foi uma visita ao Royal Children's Hospital em Melbourne, onde o príncipe Harry e Meghan interagiram com pacientes e equipe médica. O itinerário inclui paradas em Melbourne, Canberra e Sydney, com encontros centrados em temas como saúde mental, apoio a mulheres vítimas de violência familiar, veteranos de guerra e cultura indígena australiana. Harry será o palestrante principal no InterEdge Summit, no Melbourne Park, evento que reúne líderes em inovação e bem-estar.
Para leitores brasileiros, vale contextualizar que a Austrália, como membro da Commonwealth, mantém laços históricos com a Coroa Britânica, similar ao papel do Reino Unido em nações como Canadá e Nova Zelândia. A visita dos Sussexes evoca memórias do tour de 2018, que incluiu Nigéria e Fiji, mas agora ocorre em tom mais reservado, sem endosso oficial da monarquia.
A recepção foi descrita como 'muda' por agências como Reuters, contrastando com o entusiasmo de 2018, quando multidões lotaram ruas para ver o casal. A BBC destaca que o tour de quatro dias prioriza causas pessoais do casal, como saúde mental — tema recorrente nas iniciativas da Archewell Foundation, fundada por eles após deixarem a realeza em 2020.
Fontes australianas, como a ABC News, relatam que o casal foi recebido com 'um pouco de excitação' por multidões no primeiro dia, especialmente em Melbourne. A visita ocorre em meio a debates sobre o republicanismo na Austrália, com discussões sobre o fim dos laços monárquicos ganhando força após a morte da rainha Elizabeth II.
O Guardian britânico ironizou o evento como 'menos pompa, mais cosplay: o tour 'faux royal' dos Sussexes na Austrália', apontando para o estilo semiconvidado que mistura engajamento público com privacidade. Ainda assim, o foco permanece nas causas sociais, alinhadas aos interesses do casal desde sua saída da vida real ativa.
Uma petição online com mais de 45 mil assinaturas protesta contra o uso de recursos públicos para proteção policial durante a visita, questionando a afirmação de financiamento total privado. Autoridades australianas confirmam que medidas de segurança são padrão para figuras de alto perfil, independentemente do status real.
No Royal Children's Hospital, Harry e Meghan conversaram com crianças e famílias, reforçando compromissos com saúde infantil — ecoando visitas semelhantes em outros países. A duquesa destacou apoio a mulheres, tema sensível na Austrália, onde casos de violência familiar mobilizam debates nacionais.
Em Canberra, espera-se encontros com veteranos, área de atuação contínua de Harry via Invictus Games. Já em Sydney, o casal deve abordar cultura indígena, reconhecendo os povos originários aborígenes e das Ilhas do Estreito de Torres, em gesto de respeito multicultural.
A viagem reforça a estratégia dos Sussexes de manter relevância global por meio de filantropia, longe dos palácios. Para o Brasil, interessado em relações Commonwealth, o evento ilustra tensões entre tradição monárquica e modernidade em nações pós-coloniais.
A AP News enfatiza o caráter discreto, sem eventos públicos massivos, diferentemente do frenesi de 2018. A ABC australiana cobre o início em Melbourne como positivo, com fotos mostrando o casal sorridente no hospital.
Controvérsias sobre custos persistem: enquanto os Sussexes insistem em autofinanciamento, relatórios indicam despesas policiais a cargo do Estado. Isso alimentou críticas em veículos como o Sydney Morning Herald.
O InterEdge Summit, palco para Harry, foca em saúde mental e inovação, atraindo executivos e ativistas. A palestra do príncipe é vista como destaque do tour.
Essa visita ocorre em 2026, anos após o Megxit, e sinaliza possível reaproximação informal com a Commonwealth, sem romper o exílio autoimposto do casal.
Ao final dos quatro dias, Harry e Meghan devem retornar aos EUA, deixando um legado de engajamento em causas humanitárias na Austrália.
