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Publicado há 2 dias · Mundo
Lima (Peru) - Rafael López-Aliaga, candidato de direita e ex-prefeito de Lima, assumiu a liderança na apuração oficial da eleição presidencial de primeiro turno no Peru, realizada neste domingo (12). Com 17% das urnas apuradas, ele registra 21,1% dos votos, de acordo com dados divulgados pelo ONPE, o órgão eleitoral peruano.
Keiko Fujimori, que aparece em segundo lugar, tem 16,9% dos votos na contagem inicial. A apuração oficial, ainda em estágio preliminar, pode sofrer alterações à medida que mais resultados forem computados, o que reforça a cautela na análise dos números.
A eleição presidencial ocorreu em um contexto de atrasos logísticos que afetaram o processo em várias regiões do país. Milhares de eleitores enfrentaram problemas, levando à reabertura de votações em alguns locais, conforme reportado por veículos como o G1.
Pesquisas de boca de urna, como a do instituto Ipsos, indicavam uma liderança de Keiko Fujimori com 16,6% dos votos, divergindo dos resultados oficiais iniciais. Essa discrepância destaca a volatilidade das projeções eleitorais em fases iniciais da contagem.
López-Aliaga, conhecido por sua gestão conservadora na prefeitura de Lima, surge como favorito na apuração do ONPE. Sua campanha enfatizou pautas de segurança e ordem pública, atraindo eleitores de direita descontentes com a instabilidade política recente no Peru.
O ONPE, responsável pela divulgação dos resultados, atualiza os dados em tempo real no seu portal oficial. Até o momento, a contagem cobre apenas uma fração das urnas, o que significa que a liderança pode mudar nas próximas horas.
Caso nenhum candidato atinja 50% mais um dos votos válidos, o que é o cenário mais provável com base nos números iniciais, um segundo turno será realizado em 7 de junho de 2026.
A CNN Brasil foi um dos primeiros veículos a reportar a liderança de López-Aliaga na apuração oficial, com base nos dados do ONPE. O portal destacou que os resultados parciais refletem uma surpresa em relação às expectativas pré-eleitorais.
UOL Notícias, por sua vez, cobriu as pesquisas de boca de urna que apontavam Fujimori na frente, ilustrando como as projeções iniciais nem sempre coincidem com a contagem oficial.
Falhas logísticas marcaram o dia da votação, com atrasos na distribuição de material e problemas em mesas eleitorais, levando à extensão do horário em algumas localidades. Isso impactou diretamente a apuração inicial, que começou mais tarde do que o previsto.
Analistas políticos peruanos observam que a disputa está acirrada entre López-Aliaga e Fujimori, com margens estreitas que podem se inverter conforme mais votos rurais e urbanos forem incluídos.
O eleitorado peruano, composto por cerca de 25 milhões de habilitados, compareceu em massa apesar dos contratempos. A abstenção foi monitorada de perto pelo ONPE, mas os números preliminares indicam participação acima de 80%.
López-Aliaga, em declarações preliminares, celebrou os resultados iniciais como um sinal de apoio popular à sua plataforma. Ele prometeu intensificar esforços para uma possível campanha de segundo turno.
Keiko Fujimori, herdeira do legado de Alberto Fujimori, mantém uma base fiel, mas enfrenta desafios com eleitores que associam seu nome a escândalos passados. Sua posição atual na apuração oficial a coloca em boa posição para avançar.
O Timon Diário acompanha os desdobramentos da eleição peruana, que pode redefinir o cenário político na vizinhança brasileira. Atualizações serão publicadas conforme novos dados do ONPE forem liberados.
A divergência entre boca de urna e apuração oficial reforça a importância de aguardar a totalização completa, prevista para as próximas 24 a 48 horas, dependendo do fluxo de actas.
