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Publicado há cerca de 7 horas · Tecnologia
A startup brasileira Umbloco está revolucionando o setor de construções modulares ao transformar potes de açaí e cápsulas de café usados em blocos resistentes para lojas e obras civis. Lançada oficialmente em 2023, a empresa surgiu de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Lucas Lopes, na faculdade de administração.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">2</argument></grok:render>
Os blocos da Umbloco são produzidos a partir de plástico reciclado, com estrutura metálica interna que garante resistência e permite montagem rápida, dispensando mão de obra especializada. Segundo reportagens do Um Só Planeta e da Revista PEGN, do Grupo Globo, esses tijolos tornam as construções até 90% mais rápidas e 40% mais baratas que a alvenaria tradicional.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">2</argument></grok:render>
Um dos principais clientes é a rede The Best Açaí, que recicla seus próprios potes vazios para erguer lojas modulares. Essa parceria fecha o ciclo de sustentabilidade, transformando resíduos diretamente em novas unidades comerciais. A Umbloco já realizou cerca de 50 projetos desde sua fundação, reutilizando mais de 100 toneladas de plástico.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render>
Outras marcas aderiram à solução, como Localiza, 3 Corações – que recicla cápsulas de café –, Havaianas, Chili Beans e Fini. A versatilidade dos blocos permite desmontagem e reutilização, promovendo economia circular na construção civil.
A empresa passou por aceleração com o Sebrae e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) antes do lançamento oficial. Em 2024, recebeu investimento da holding Moreco, que adquiriu 30% do negócio, impulsionando seu crescimento.
A participação no Web Summit Rio 2025 foi um marco, resultando na parceria com a 3 Corações para o reaproveitamento de cápsulas. O evento internacional destacou a inovação brasileira em sustentabilidade.
Agora, a Umbloco planeja expansão internacional, com abertura de empresa em Portugal prevista para 2026. O foco é replicar o modelo de reciclagem em mercados europeus preocupados com resíduos plásticos.
Os blocos modulares não só aceleram a obra, mas também reduzem custos logísticos, pois podem ser produzidos localmente a partir de resíduos coletados na região. Essa abordagem local fortalece a cadeia de suprimentos sustentáveis.
Especialistas consultados pelas publicações do Grupo Globo enfatizam o potencial da tecnologia para mitigar o impacto ambiental da construção, setor responsável por grande volume de emissões de carbono.
Lucas Lopes, fundador, explica que o TCC identificou a abundância de potes de açaí e cápsulas como oportunidade. "Transformamos lixo em estrutura", resume o empreendedor nas matérias.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render>
Com 50 projetos concluídos, a Umbloco demonstra viabilidade comercial. Lojas da The Best Açaí montadas com os blocos já operam normalmente, provando durabilidade.
O investimento da Moreco sinaliza confiança de investidores em startups verdes. A holding vê na Umbloco um ativo estratégico para portfólio sustentável.
Para 2026, além de Portugal, a empresa mira escalar produção no Brasil, ampliando coleta de plásticos. A meta é processar volumes ainda maiores de resíduos.
A iniciativa alinha-se à agenda global de economia circular, onde plásticos pós-consumo viram matéria-prima. No Brasil, com alto consumo de açaí e café, o potencial é enorme.
Reportagens do Um Só Planeta destacam como a Umbloco exemplifica inovação acessível, acessível a PMEs que buscam sustentabilidade sem elevar custos.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render>
O sucesso da startup reforça o ecossistema de aceleração brasileiro, com Sebrae e IPT como catalisadores. Futuras parcerias podem multiplicar impactos.
