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Publicado há 24 dias · Esportes
A UEFA declarou nesta sexta-feira, 1º de agosto de 2026, a perda de confiança na liderança de Gianni Infantino à frente da FIFA, após o fracasso do plano de vender participação minoritária nos direitos da Copa do Mundo para investidores privados.
A confederação europeia, que representa 55 federações, afirmou que o episódio expõe falhas graves de governança e que uma revisão completa e fundamental da estrutura da FIFA deve ocorrer imediatamente.
O plano, conhecido como FIFA Forward Enterprise, previa a venda de cerca de 20% de uma nova empresa comercial para levantar até US$ 4,2 bilhões e aumentar os repasses do programa de desenvolvimento FIFA Forward.
Infantino abandonou a proposta nas primeiras horas de sábado, 1º de agosto, após forte backlash de confederações e federações, que criticaram a falta de transparência e consulta.
Em comunicado, a UEFA destacou que o processo envolveu 'esquemas secretos', 'acordos obscuros nos bastidores' e 'indivíduos sem rosto', contrariando promessas de transparência feitas por Infantino desde sua eleição em 2016.
A entidade europeia ressaltou que a FIFA possui reservas superiores a US$ 5 bilhões e que esses recursos deveriam ser usados diretamente para o desenvolvimento do futebol, sem necessidade de vender direitos da Copa.
A Football Association (Inglaterra) apoiou integralmente a posição da UEFA, pedindo uma revisão robusta da liderança e da governança da FIFA para garantir transparência e benefício a todas as 211 federações.
A KNVB, federação holandesa, declarou explicitamente a perda de confiança em Infantino devido à forma como o processo foi conduzido de maneira opaca.
Bernd Neuendorf, presidente da DFB (Alemanha), afirmou que o projeto foi iniciado unilateralmente, de forma irresponsável e sem consulta adequada às associações.
A CONCACAF, confederação da América do Norte, Central e Caribe, ecoou a crítica, classificando o ato como 'pobre governança' e exigindo revisão completa da liderança.
A AFC (Ásia) também condenou a falta de consulta transparente e apoiou a retirada do plano, reforçando a necessidade de diálogo coletivo.
Infantino justificou a desistência afirmando que o projeto criou divisões e que o objetivo principal é unir e melhorar o futebol mundial.
A UEFA anunciou que trabalhará com outras confederações para propor nova forma de distribuição de recursos sem alienar direitos da Copa do Mundo.
O episódio é visto como uma vitória para o jogo, mas a reconstrução da confiança na FIFA está apenas no início, segundo a declaração europeia.
Fontes indicam que a UEFA busca impedir a reeleição de Infantino em 2027, com discussões sobre possível candidato rival em andamento.
A declaração da UEFA veio logo após a retirada do plano por Infantino, marcando um momento de tensão sem precedentes na governança do futebol internacional.
