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Publicado há cerca de 1 mês · Economia
O CEO da United Airlines, Scott Kirby, propôs uma possível fusão ou combinação com a rival American Airlines em conversas com altos funcionários do governo dos Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump. A informação, revelada por fontes anônimas à Bloomberg News, foi divulgada neste domingo (13) e repercutiu em veículos como Reuters, Yahoo Finance e Fortune.
Segundo o relatório da Bloomberg, Kirby apresentou a ideia durante uma reunião com Trump no final de fevereiro de 2026. A proposta visa criar a maior companhia aérea do mundo em termos de receita e frota, fortalecendo a competitividade no mercado internacional de aviação.
Kirby argumentou que uma United-American seria um competidor mais forte em rotas internacionais, especialmente contra gigantes europeias e asiáticas. No entanto, não há indícios de contatos formais com a American Airlines ou de um processo oficial em andamento para explorar o negócio.
A notícia foi confirmada por múltiplas fontes. A Reuters destacou que o CEO da United 'propôs combinação possível com a rival American em reunião com Trump', enquanto a Fortune enfatizou o escrutínio regulatório esperado.
Tanto a United quanto a American Airlines recusaram-se a comentar oficialmente sobre a proposta. O governo dos EUA também não emitiu posicionamento público até o momento.
Especialistas em aviação apontam que o negócio enfrentaria intensa análise do Departamento de Justiça (DOJ) e da Comissão Federal de Comércio (FTC), mesmo sob a administração Trump, conhecida por ser favorável a fusões empresariais.
O mercado aéreo dos EUA já passou por consolidações significativas nas últimas décadas. Fusões como Delta-Northwest (2008) e United-Continental (2010) reduziram o número de grandes players de nove para quatro: United, American, Delta e Southwest.
Uma United-American controlaria cerca de 28% do mercado doméstico americano, superando a Delta (18%) e concentrando poder excessivo, o que poderia elevar preços de passagens e reduzir opções para consumidores.
Para o Brasil, o impacto seria indireto, mas relevante. Brasileiros que viajam aos EUA dependem dessas companhias para conexões em hubs como Chicago (United) e Dallas (American). Uma fusão poderia afetar rotas para São Paulo, Rio e outros aeroportos, alterando concorrência e tarifas.
Dados da Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) mostram que o tráfego aéreo entre Brasil e EUA cresceu 15% em 2025, com United e American operando dezenas de voos semanais.
Scott Kirby, CEO da United desde 2020, tem histórico de apostas ousadas. Sob sua gestão, a companhia investiu bilhões em frota moderna, incluindo aviões Boeing 787 para rotas longas.
A American Airlines, liderada por Robert Isom, foca em expansão na América Latina, com parcerias como a LATAM. Uma fusão hipotética uniria forças nessas regiões.
Reguladores antitruste nos EUA bloquearam fusões semelhantes recentemente, como a JetBlue-Spirit em 2024. Analistas da Bloomberg preveem obstáculos similares aqui.
Fontes anônimas familiarizadas com as conversas afirmam que Kirby vê a combinação como essencial para competir globalmente, citando desafios como alta nos custos de combustível e concorrência de low-costs.
Até o fechamento desta edição, as ações da United subiram 2,5% e da American 1,8% em negociações pós-mercado, refletindo otimismo especulativo de investidores.
O Timon Diário monitora o desenrolar da pauta. Qualquer desenvolvimento oficial será atualizado imediatamente.
