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Publicado há cerca de 4 horas · Brasil
Recife, 12 de abril de 2026 – O delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, foi flagrado por câmeras de segurança furtando um vidro de carpaccio de trufas negras em um supermercado do Shopping RioMar, na Zona Sul de Recife. O incidente ocorreu na última semana e gerou repercussão nacional devido ao histórico do agente na corporação.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">52</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">51</argument></grok:render>
Blatt escondeu o produto, uma iguaria de luxo avaliada em cerca de R$ 300, no bolso da bermuda após passar pelo caixa com outras compras. Seguranças do estabelecimento o abordaram na saída, revistaram-no e recuperaram o item. O delegado foi então conduzido à Delegacia de Boa Viagem, onde prestou depoimento e foi liberado em seguida.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">52</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">51</argument></grok:render>
A ocorrência foi registrada como furto em estabelecimento comercial pela Polícia Civil de Pernambuco, que instaurou inquérito para apurar o caso. Paralelamente, a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco abriu processo administrativo disciplinar contra Blatt, que atualmente está lotado no estado, embora tenha atuado anteriormente como diretor da Associação dos Delegados da PF (ADPF) no Rio de Janeiro.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">52</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">51</argument></grok:render>
O furto foi captado por imagens das câmeras de vigilância do supermercado, que mostram o delegado selecionando o vidro de conserva de trufas negras – um produto importado e caro, vendido em potes pequenos. Após pagar por outros itens, Blatt guardou o carpaccio no bolso e seguiu para a saída, onde foi interceptado pelos vigilantes.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">52</argument></grok:render>
Fontes como O Globo e G1 confirmam os detalhes do flagrante, destacando a data do incidente como quarta-feira (8) ou última quinta-feira, com pequenas variações. O valor do produto furtado, cerca de R$ 300, reforça o caráter de luxo do item, contrastando com a gravidade do ato para um agente federal de alto escalão.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">51</argument></grok:render>
Blatt ganhou notoriedade em 2020 ao concluir inquérito que isentou o senador Flávio Bolsonaro de acusações de falsidade ideológica eleitoral em declarações de bens à Justiça Eleitoral. A investigação, conduzida pela PF, apurava também suspeitas de lavagem de dinheiro e foi encerrada em fevereiro daquele ano sem encontrar evidências de crimes.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">52</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">48</argument></grok:render>
Na época, o relatório de Blatt concluiu que não havia indícios de irregularidades nas declarações patrimoniais de Flávio Bolsonaro, o que gerou debates sobre a imparcialidade da apuração. A conclusão do inquérito foi enviada ao Ministério Público Federal, que arquivou o caso por falta de provas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">48</argument></grok:render>
O atual episódio em Recife reacende discussões sobre a conduta de autoridades policiais. A PF em Pernambuco informou que o processo disciplinar contra Blatt corre em sigilo, mas pode resultar em sanções severas, incluindo demissão, dependendo das provas colhidas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">51</argument></grok:render>
A Polícia Civil de Pernambuco, por sua vez, avança no inquérito policial. Blatt poderá responder por furto simples, previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de detenção de um a quatro anos, mais multa. Como o valor é inferior a R$ 1 mil, o crime pode ser considerado de pequeno potencial ofensivo, mas o status do investigado complica o cenário.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">52</argument></grok:render>
O Shopping RioMar, um dos maiores centros comerciais de Recife, reforçou suas medidas de segurança após o caso. Seguranças treinados e câmeras de alta resolução foram cruciais para o flagrante, evitando que o produto saísse do estabelecimento.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">51</argument></grok:render>
Especialistas em direito penal consultados por veículos como Extra destacam que flagrantes em vídeo fortalecem a acusação. Para delegados federais, o episódio representa um constrangimento institucional, podendo impactar a carreira de Blatt, que já enfrentou movimentações internas na PF.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">52</argument></grok:render>
A defesa do delegado não se pronunciou até o momento sobre o furto. Em comunicados iniciais à imprensa, a PF limitou-se a confirmar o processo disciplinar, sem detalhes sobre a lotação atual de Blatt em Pernambuco.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">51</argument></grok:render>
O caso Blatt-Flávio Bolsonaro de 2020 havia sido destaque na CNN Brasil, que noticiou recentemente a perda de cargo do delegado na PF, possivelmente relacionada a reestruturações internas. Agora, o furto em Recife pode acelerar desdobramentos em sua trajetória profissional.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">48</argument></grok:render>
Timon Diário apurou que o inquérito civil avança com análise das imagens e depoimentos de testemunhas. A sociedade pernambucana acompanha o desfecho, questionando a integridade de quem investiga crimes alheios.
A Polícia Federal reitera seu compromisso com a ética, afirmando que investiga internamente qualquer desvio de conduta de seus quadros. O episódio serve de alerta para a necessidade de fiscalização constante em órgãos de segurança pública.
