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Publicado há cerca de 2 horas · Brasil
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), revisou seus votos anteriores e defendeu a absolvição total de sete réus condenados por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A mudança de entendimento foi registrada em julgamento realizado em plenário virtual, analisando embargos de declaração apresentados pelas defesas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">77</argument></grok:render>
Os sete réus absolvidos por Fux estavam acampados em frente ao quartel-general do Exército, na capital federal, e haviam sido condenados em primeira instância por associação criminosa e incitação ao crime. Entre eles, estão nomes como Anilton da Silva Santos e Marisa Fernandes Cardoso. No voto proferido, o ministro argumentou que sua posição inicial incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não permitem sustentar.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">76</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">77</argument></grok:render>
Fux, que integrou a maioria dos julgamentos iniciais realizados logo após os atos de 8 de janeiro, invocou a 'humildade judicial' como virtude essencial para corrigir erros cometidos sob a 'lógica da urgência' pós-invasões. Ele divergiu da tese da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considera suficiente a mera participação em acampamentos para caracterizar os crimes, exigindo provas concretas de conduta individual de cada réu.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">78</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
Além da absolvição total dos sete acampados, Fux votou pela absolvição parcial em outros três casos envolvendo réus que invadiram as sedes dos Três Poderes. Nesses, ele manteve a condenação apenas pelo crime de deterioração de patrimônio tombado, excluindo acusações mais graves como associação criminosa.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">77</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
O julgamento ocorre em plenário virtual, com prazo para manifestação dos demais ministros até 17 de abril de 2026. Apesar da revisão promovida por Fux, analistas indicam que a maioria do STF deve manter as condenações originais, tornando o voto do ministro minoritário.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">77</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">76</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
A decisão de Fux reflete um debate mais amplo sobre a individualização da responsabilidade penal nos casos do 8 de janeiro. O ministro criticou julgamentos precipitados, realizados em meio ao calor dos eventos, que teriam generalizado condutas sem distinção entre participantes passivos e ativos.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
Réus como os absolvidos por Fux foram inicialmente enquadrados em penas por associação criminosa armada e incitação ao crime, com base em sua presença nos acampamentos próximos aos prédios públicos invadidos. A PGR sustenta que a permanência nesses locais já configura participação nos atos golpistas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
Em seu voto, Fux enfatizou a necessidade de provas materiais que liguem cada indivíduo a atos concretos de violência ou depredação, rejeitando presunções baseadas em mera aglomeração. Essa posição contrasta com a adotada pelo STF nos julgamentos colegiados de 2023 e 2024.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">77</argument></grok:render>
Os embargos de declaração em análise buscam esclarecer pontos dos acórdãos originais, mas acabaram abrindo espaço para revisões de mérito. Fux usou o instrumento para reavaliar seu posicionamento, admitindo que o contexto de urgência pós-8 de janeiro comprometeu a precisão jurídica.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">76</argument></grok:render>
A mudança de Fux ocorre em um momento em que o STF ainda julga recursos de centenas de réus dos atos de 8 de janeiro. Mais de mil pessoas foram denunciadas, com condenações que variam de 3 a 17 anos de prisão, dependendo da gravidade das condutas atribuídas.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
Embora minoritário, o voto de Fux pode influenciar debates futuros sobre proporcionalidade das penas e garantias individuais. Defensores dos réus veem na revisão um reconhecimento de excessos judiciais iniciais.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">77</argument></grok:render>
O plenário virtual permite que ministros registrem seus votos de forma assíncrona, sem sessões presenciais. Até o momento, Fux é o primeiro a se manifestar nos embargos em questão, aguardando os demais para formação do resultado final.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
A CNN Brasil, O Estado de S. Paulo e UOL foram os primeiros veículos a reportar a revisão de Fux, destacando a frase sobre 'injustiças que a consciência não me permite sustentar'. A Folha de S.Paulo registrou a menção à humildade judicial em texto anterior.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">77</argument></grok:render>
Especialistas consultados por portais como Estadão apontam que, mesmo com a absolvição defendida por Fux, as condenações originais devem prevalecer pela composição da Turma e Plenário. O caso reforça a dinâmica de correções em julgamentos de massa.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">76</argument></grok:render>
Os atos de 8 de janeiro resultaram na invasão e depredação do Congresso, STF e Planalto, com forte apelo por intervenção militar. Os acampamentos em frente a quartéis foram vistos como ramificação dos eventos, levando a prisões em massa.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">79</argument></grok:render>
Fux concluiu seu voto reafirmando o compromisso com a Justiça imparcial, distante de pressões políticas ou midiáticas. O desfecho do julgamento, previsto para os próximos dias, pode trazer alívio a réus acampados, mas não altera o quadro geral de responsabilização.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">78</argument></grok:render>
