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Publicado há cerca de 21 horas · Economia
O dólar comercial abriu em baixa de 0,29% nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 4,983 na venda, renovando mínimas abaixo da casa de R$ 5,00. O movimento reflete as apostas do mercado em uma resolução diplomática entre Estados Unidos e Irã, em meio a negociações que seguem em andamento no conflito envolvendo o Estreito de Ormuz.
Na véspera, sexta-feira (13), a moeda já havia fechado em R$ 4,996, marcando a primeira vez em mais de dois anos que o patamar foi rompido para baixo. A queda é atribuída diretamente às sinalizações de retomada de diálogos entre Washington e Teerã, conforme reportado pela Reuters.
O vice-presidente americano, JD Vance, expressou otimismo quanto a progressos do Irã na abertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de petróleo. Essa expectativa contrasta com a alta inicial do dólar na sexta-feira, provocada por um impasse temporário nas tratativas.
A mudança de humor nos mercados veio com a recuperação das bolsas de Nova York, que influenciaram positivamente o apetite por risco. No Brasil, o Ibovespa renovou recorde histórico acima dos 198 mil pontos na sexta-feira, beneficiado pelo exterior favorável.
Essa não é a primeira vez que rumores de trégua entre EUA e Irã impactam a cotação. Em 8 de abril, um anúncio de trégua pelo presidente Donald Trump levou o dólar a R$ 5,1029, o menor nível desde maio de 2024, segundo o Correio do Povo.
Já em 25 de março, a moeda recuou 0,65% para R$ 5,2201, diante de possíveis tratativas entre os dois países, conforme noticiado pelo Valor Econômico.
O InfoMoney destacou que a abertura de hoje reforça a tendência de queda, com o dólar testando patamares não vistos desde o início de 2024. O Correio Braziliense corroborou, apontando o rompimento da barreira de R$ 5 pela primeira vez em dois anos.
Apesar das apostas positivas, o Irã tem negado oficialmente algumas negociações em reportagens recentes, o que adiciona volatilidade ao cenário. Os mercados oscilam conforme as tensões no Oriente Médio e os sinais de diálogo.
Analistas atribuem a sensibilidade do real às dinâmicas geopolíticas, especialmente no Estreito de Ormuz, que responde por cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer avanço diplomático tende a aliviar pressões inflacionárias globais.
Sem confirmação oficial de um acordo, o movimento atual é guiado por especulações. No entanto, a sequência de quedas sugere confiança crescente dos investidores em uma desescalada.
Para o dia, operadores monitoram atualizações das negociações EUA-Irã. Uma resolução poderia sustentar o dólar em mínimas, beneficiando importadores e viajantes.
Historicamente, episódios semelhantes geraram correções rápidas. Em março e abril, rumores bastaram para impulsionar o real, demonstrando a interligação entre câmbio brasileiro e eventos no Oriente Médio.
O Banco Central acompanha de perto, com leilões de swap cambial como ferramenta para intervenções, se necessário. Por ora, o fluxo de apostas otimistas prevalece.
Investidores individuais questionam o momento para compras de dólar, mas especialistas recomendam cautela em meio à volatilidade geopolítica.
Em resumo, a renovação de mínimas abaixo de R$ 5 reforça o otimismo com o diálogo EUA-Irã, mas o mercado permanece atento a qualquer revés nas tratativas.
