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Publicado há cerca de 21 horas · Economia
O dólar comercial fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos nesta segunda-feira (13 de abril de 2026), cotado a R$ 4,9980 na venda, com queda de 0,25%, segundo o site Investing.com. A valorização do real foi impulsionada por apostas de mercado em uma resolução diplomática no conflito entre Estados Unidos e Irã, que reduziu a aversão ao risco global.
Na terça-feira (14), a moeda renovou mínimas, com o dólar à vista negociado a R$ 4,983 na venda às 9h05, conforme reportado pelo InfoMoney. Investidores reagiram positivamente a declarações do presidente americano Donald Trump, que afirmou que o Irã 'ligou esta manhã' e 'quer muito fechar um acordo', revertendo o humor negativo do mercado mais cedo.
As negociações entre EUA e Irã, realizadas em Islamabad no fim de semana, não resultaram em acordo formal, mas geraram otimismo posterior. Trump destacou o interesse iraniano em um pacto, o que levou a uma queda generalizada do dólar em mercados emergentes, incluindo o Brasil.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, reforçou o cenário positivo ao indicar expectativas de progressos do Irã na abertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio de petróleo. Essa perspectiva aliviou temores de escalada no Oriente Médio, beneficiando ativos de risco.
Paralelamente, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou em 198.001 pontos, renovando o recorde nominal pelo quarto pregão consecutivo, de acordo com o G1 e o E-Investidor do Estadão. A alta reflete o exterior favorável, com bolsas globais subindo e o dólar enfraquecendo.
O Valor International destacou que as esperanças por um acordo EUA-Irã impulsionaram o real e empurraram o Ibovespa a novo patamar. Mercados asiáticos e europeus também reagiram com ganhos, enquanto o petróleo recuava com menor risco geopolítico.
Analistas apontam que a cotação exata varia ligeiramente entre fontes: o InfoMoney registrou R$ 4,9969 no fechamento de segunda, enquanto o Investing.com usou R$ 4,9980, refletindo diferenças de horários ou arredondamentos.
Não há confirmação oficial de um acordo fechado entre EUA e Irã. Trata-se de apostas especulativas baseadas nas falas de Trump após as conversas em Islamabad, que terminaram sem consenso, mas com sinais de diálogo.
O movimento do dólar abaixo de R$ 5 marca um alívio para importadores e consumidores brasileiros, reduzindo custos com produtos estrangeiros. No entanto, a sustentabilidade depende de avanços concretos nas negociações.
No contexto do conflito EUA-Irã, as declarações de Trump mudaram o tom após uma manhã de tensão nos mercados. À tarde, o otimismo prevaleceu, com o real se fortalecendo mais de 0,29% em relação ao fechamento anterior.
O G1 enfatizou que o dólar não ficava abaixo de R$ 5 desde mais de dois anos, um marco simbólico para a economia brasileira em meio a incertezas globais. O Ibovespa, por sua vez, beneficia-se do fluxo de capitais para emergentes.
Especialistas consultados pelo InfoMoney atribuem a queda principal às apostas diplomáticas, com investidores ajustando posições para um cenário de desescalada. O Estreito de Ormuz, controlado em parte pelo Irã, é chave para os preços de energia.
JD Vance, em pronunciamento, sinalizou que Teerã pode ceder em demandas americanas, o que animou Wall Street e Ásia. Bolsas como Nikkei e FTSE subiram, enquanto o dólar index caía frente a moedas de risco.
Para o Brasil, o cenário favorece o ajuste fiscal e atrai investimentos estrangeiros. O E-Investidor nota que o Focus do Banco Central pode revisar projeções com o real mais forte.
Apesar do otimismo, operadores alertam para volatilidade: sem acordo formal, qualquer revés diplomático pode reverter as ganhos. O mercado segue atento a atualizações de Washington e Teerã.
O fechamento abaixo de R$ 5 reforça a narrativa de recuperação do real em 2026, após pressões inflacionárias e juros altos. InfoMoney e G1 coincidem na análise de que o exterior dita o ritmo.
