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Publicado há cerca de 1 mês · Economia
O Grupo Fleury anunciou nesta sexta-feira (14) o encerramento das tratativas para uma potencial operação com a Porto Seguro e a Oncoclínicas. A decisão foi comunicada por meio de fato relevante divulgado ao mercado, pondo fim a negociações que vinham sendo exclusivas desde o início de abril.
A proposta em discussão previa um aporte conjunto de R$ 500 milhões para a criação de uma nova empresa que incorporaria as clínicas oncológicas da Oncoclínicas. As tratativas, no entanto, foram encerradas após o fim do período de exclusividade, marcado para 12 de abril.
Fontes do Valor Econômico confirmaram que Porto Seguro e Fleury desistiram da proposta de aquisição da Oncoclínicas, sem que detalhes sobre os motivos exatos fossem revelados nas divulgações oficiais. O valor do aporte mencionado varia ligeiramente entre as fontes, com menções a até R$ 1 bilhão em algumas reportagens, mas o consenso aponta para R$ 500 milhões.
No contexto das ações para acompanhar hoje, o movimento das gigantes do setor de saúde contrasta com as prévias operacionais positivas divulgadas por construtoras do mercado imobiliário. A Cyrela lançou 12 empreendimentos no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alcançando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,747 bilhão, o que representa uma queda de 48% em comparação ao mesmo período de 2025.
Já a Mitre registrou um desempenho expressivo, com lançamentos totalizando R$ 916,9 milhões no 1T26, alta de 195,3% ante o 1T25. Esses números refletem uma recuperação no setor, impulsionada por demanda reprimida e condições de financiamento mais favoráveis.
A Even, por sua vez, reportou vendas líquidas de R$ 252 milhões no período, superando os R$ 246 milhões do 1T25. Além disso, os distratos – cancelamentos de contratos – caíram para R$ 43 milhões, 36% abaixo dos R$ 68 milhões do ano anterior, sinalizando maior estabilidade nas negociações.
Esses dados são prévias operacionais, ainda pendentes de aprovação nos balanços completos das empresas, que devem ser divulgados nas próximas semanas. Analistas destacam que o setor imobiliário mantém resiliência apesar de desafios macroeconômicos.
No caso da Oncoclínicas, movimentações recentes no quadro acionário chamam atenção. O Fundo Josephina III vendeu 40 milhões de ações e agora detém 14,78% do capital social. Paralelamente, o Centaurus TRS reduziu sua exposição econômica na companhia de 9,08% para 5,55% por meio de derivativos.
O encerramento das negociações pelo Fleury ocorre em um momento de reavaliação estratégica no setor de saúde. A companhia, listada na B3 sob o código FLRY3, foca agora em suas operações principais de diagnósticos, enquanto a Porto Seguro (PSSA3) pode redirecionar recursos para outras frentes.
Investidores monitoram o impacto dessa desistência nas cotações das ações envolvidas. Oncoclínicas (ONCO3), Fleury e Porto Seguro figuram entre os papéis mais acompanhados nesta sexta-feira, ao lado das construtoras Cyrela (CCPR3), Mitre (MTRE3) e Even (EVEN3).
O mercado reage com volatilidade a essas novidades. Enquanto o setor de saúde registra cautela após o fim das tratativas, o imobiliário ganha tração com os indicadores robustos da Mitre e Even, contrastando com a retração da Cyrela.
Especialistas consultados pelo InfoMoney apontam que a desistência pode abrir espaço para novas propostas pela Oncoclínicas, cuja estrutura de clínicas oncológicas continua atrativa em um mercado em expansão no Brasil.
Os fatos relevantes e prévias operacionais foram divulgados diretamente pelas empresas ao mercado regulado, garantindo transparência aos acionistas. O Timon Diário acompanha de perto os desdobramentos dessas negociações e resultados trimestrais.
Para o investidor, o dia reforça a importância de diversificação em setores como saúde e construção civil, ambos sensíveis a fusões, aquisições e ciclos econômicos.
Acompanhe atualizações no portal Timon Diário para mais detalhes sobre o desempenho das ações e o cenário corporativo brasileiro.
