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Publicado há cerca de 1 mês · Economia
Os futuros do S&P 500 registravam pouca variação nesta terça-feira (14/04/2026), com alta de apenas 0,08%, após o principal índice de ações dos EUA ter eliminado integralmente as perdas acumuladas desde o início da guerra com o Irã no final de fevereiro. O movimento reflete otimismo no mercado americano, impulsionado por sinais de diálogo entre Washington e Teerã, apesar das tensões persistentes no Oriente Médio.
Na segunda-feira (13/04), o S&P 500 fechou em alta de 1,02%, alcançando 6.886,24 pontos, seu maior nível desde antes do conflito. Esse patamar superou o recorde pré-guerra de 6.878,88 pontos, marcando a reversão completa das quedas provocadas pela escalada militar.
O Dow Jones Industrial subiu 0,63%, para 48.218,25 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,23%, terminando em 23.183,74 pontos. O setor de tecnologia liderou os ganhos, com o fundo ETF XLK (tecnologia) registrando alta de cerca de 2%, apoiado por um rali em ações de software.
President Donald Trump atribuiu o otimismo do mercado a contatos diretos com o Irã. 'O outro lado nos procurou e eles querem fazer um acordo desesperadamente', declarou o presidente, sinalizando progresso em negociações apesar de falhas recentes.
As negociações de paz entre EUA e Irã, realizadas em Islamabad no fim de semana, terminaram sem acordo sobre o programa nuclear iraniano, o controle do Estreito de Ormuz ou reparações de guerra. Ainda assim, Trump adiou ataques a infraestruturas energéticas iranianas, citando 'conversas muito boas e produtivas' com Teerã.
Em movimento paralelo, os EUA iniciaram na segunda-feira um bloqueio naval ao Estreito de Ormuz e aos portos iranianos, permitindo apenas tráfego de navios não iranianos. A medida elevou os preços do petróleo, com o WTI subindo 2,6% para US$ 99,08 o barril e o Brent avançando 4% para US$ 99,36, contrastando com o humor positivo das bolsas.
Um acordo preliminar de trégua entre EUA e Irã, anunciado em 7 de abril, já havia contribuído para a reversão inicial das perdas no S&P 500. Analistas apontam que o início da temporada de balanços corporativos também impulsiona a recuperação.
Os futuros do Dow Jones subiam 0,04% (17 pontos), enquanto os do Nasdaq-100 avançavam 0,2%, alinhados à estabilidade do S&P 500. Para investidores brasileiros, o cenário é relevante: uma estabilização no petróleo pode aliviar pressões inflacionárias sobre combustíveis importados, impactando diretamente a Petrobras e o dólar.
A falha nas conversas de Islamabad aumenta incertezas, mas as declarações de Trump sugerem que o Irã demonstra interesse em um acordo. O bloqueio naval, no entanto, diverge do otimismo das ações, elevando custos logísticos globais e preocupando mercados emergentes como o Brasil, dependente de rotas pelo Ormuz.
Especialistas da CNBC destacam que o S&P 500 apagou perdas em um dia de forte comeback, com o índice voltando a patamares pré-conflito após o salto de segunda-feira. A Bloomberg reforça que a temporada de resultados empresariais reforça o ímpeto positivo.
O Yahoo Finance reporta que o Dow saltou 600 pontos na sessão, impulsionado por Trump sinalizando diálogos com o Irã, enquanto o petróleo recuava temporariamente antes da alta atual.
Para o Brasil, o desempenho do S&P 500 serve de termômetro para a B3: Ibovespa acompanha Wall Street, e a alta nas techs pode beneficiar ações como Magazine Luiza e Nubank, listadas no Nasdaq.
Ressalvas persistem: o bloqueio ao Ormuz pode pressionar o real, com importações de óleo mais caras elevando a inflação. Economistas monitoram se as 'conversas produtivas' de Trump evoluirão para um cessar-fogo duradouro.
O mercado reage a um equilíbrio delicado entre risco geopolítico e otimismo corporativo. Com o S&P 500 acima dos níveis pré-guerra, investidores globais, incluindo brasileiros, voltam atenções para balanços do 1º trimestre.
