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Publicado há cerca de 1 mês · Economia
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta sexta-feira (13), a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A decisão representa um investimento estimado em cerca de US$ 1 bilhão para a conclusão do empreendimento, parado desde 2015.
A fábrica, que produzirá ureia e amônia, visa reduzir a dependência do Brasil das importações de fertilizantes, um setor crítico para o agronegócio nacional. A capacidade nominal da planta é de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, com produção destinada principalmente aos estados de Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO), Paraná (PR) e São Paulo (SP).
As obras foram paralisadas há mais de uma década, durante o governo Dilma Rousseff, após reavaliações econômicas. Recentemente, estudos confirmaram a viabilidade técnica e econômica do projeto, alinhando-o ao Plano de Negócios 2026-2030 da estatal. A retomada estava prevista para o primeiro semestre de 2026, com início das operações comerciais em 2029.
Durante a fase de construção, o empreendimento deve gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos na região de Três Lagoas, impulsionando a economia local. A aprovação reforça a continuidade de uma decisão anterior do Conselho, tomada em outubro de 2024.
A Petrobras destacou em comunicado oficial que o projeto é estratégico para a segurança alimentar do país, em meio à alta demanda por fertilizantes pelo agro brasileiro. Fontes como a Agência Petrobras e o Valor Econômico confirmam os detalhes da deliberação do Conselho.
O investimento de US$ 1 bilhão refere-se especificamente à conclusão das obras, atualizando estimativas anteriores que apontavam para um custo total de R$ 3,5 bilhões. Essa correção reflete otimizações no planejamento, conforme reportado pelo Estadão e pela CNN Brasil.
Três Lagoas, polo industrial no interior de Mato Grosso do Sul, ganha com a novidade. A cidade já abriga unidades de celulose e siderurgia, e a UFN-III pode atrair mais fornecedores e mão de obra qualificada.
A estatal enfatizou que a viabilidade foi comprovada por análises recentes, superando desafios passados como oscilações cambiais e preços de commodities. O Campo Grande News foi um dos primeiros a noticiar a aprovação, ecoando releases oficiais.
O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes consumidos, e projetos como a UFN-III são vistos como essenciais para diversificar fontes de suprimento. A produção da unidade atenderá diretamente o Centro-Oeste e Sul, regiões agrícolas de destaque.
A retomada ocorre em um momento de recuperação da Petrobras, com foco em ativos rentáveis e sustentabilidade. O Valor Globo detalhou que o Conselho analisou relatórios técnicos antes da aprovação unânime.
Localizada às margens do rio Sucuriú, a UFN-III integra o complexo industrial de Três Lagoas. A infraestrutura existente facilita a conclusão, reduzindo riscos e prazos.
Autoridades locais celebram o anúncio, prevendo impacto positivo no PIB regional. A Folha de S.Paulo destacou o custo de US$ 1 bilhão como chave para viabilizar o reinício.
O projeto alinha-se às metas da Petrobras de expansão no setor de fertilizantes, após aquisições como a da Mosaic. Especialistas apontam que a operação em 2029 coincidirá com picos de demanda agrícola.
Com a decisão do Conselho, equipes técnicas da Petrobras iniciarão mobilização no primeiro semestre. Atualizações sobre licitações e cronograma serão divulgadas em breve.
A matéria reforça o compromisso da estatal com o desenvolvimento nacional, cruzando dados de múltiplas fontes confiáveis como Petrobras, Estadão, CNN e Valor.
