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Publicado há 1 dia · Economia
Os preços do petróleo registraram queda significativa na terça-feira (14), impulsionados por sinais de que as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã continuam em curso, apesar do bloqueio imposto pelos EUA a navios que entram ou saem de portos iranianos no Golfo Pérsico.
O vice-presidente americano, JD Vance, declarou que os próximos passos nos esforços de paz dependem de Teerã, após rodadas de conversas que não avançaram substancialmente. 'Se teremos mais conversas, se chegaremos a um acordo, acho realmente que a bola está na quadra iraniana', afirmou Vance, segundo a CNBC.
O petróleo WTI para entrega em maio caiu mais de 2%, fechando em US$ 96,91 por barril. Já o Brent para junho recuou 1,88%, para US$ 97,49 por barril, refletindo otimismo com a possibilidade de resolução diplomática no conflito do Oriente Médio.
Essa movimentação ocorre um dia após os EUA iniciarem, na segunda-feira, o bloqueio a tráfego marítimo iraniano, uma medida que elevou temores de escalada, mas que agora parece ser contrabalançada por canais diplomáticos abertos.
Vance também acusou o Irã de 'terrorismo econômico' por bloquear o tráfego no Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de 20% do petróleo mundial. A declaração, reportada pela BBC, reforça a tensão, mas os mercados interpretaram os comentários como indício de que Washington prefere a via negocial.
No comércio asiático inicial, o Brent caiu 2,2% para US$ 97,20 por barril, enquanto o WTI perdeu 2,2%, atingindo cerca de US$ 96,90, aliviado por menor preocupação com uma guerra aberta, conforme a CNBC.
O presidente Donald Trump adiou ataques a infraestruturas energéticas iranianas após diálogos considerados produtivos, o que ajudou a empurrar o Brent para abaixo de US$ 100, segundo cobertura da Bloomberg em contexto similar recente.
Para o Brasil, maior exportador de petróleo da América Latina, a queda nos preços internacionais pode pressionar as receitas da Petrobras e impactar a balança comercial. O país exportou 1,7 milhão de barris por dia em 2025, com grande parte atrelada ao Brent.
Analistas consultados pela Wall Street Journal destacam que propostas americanas para encerrar o conflito foram apresentadas, mas o Irã negou ou rejeitou avanços em relatos paralelos, sem acordo confirmado até o momento.
O foco dos mercados permanece no Estreito de Ormuz, onde o bloqueio naval americano visa conter ações iranianas, mas sem interromper o fluxo global de energia de imediato.
Essa dinâmica contrasta com picos recentes, quando o petróleo físico atingiu recordes próximos a US$ 150 por barril em meio à crise de Ormuz, como mencionado em resumos da pauta original da CNBC.
Investidores globais acompanham de perto as próximas declarações de Vance e possíveis respostas de Teerã, que podem definir se a trégua diplomática se sustenta.
A cobertura da CNBC enfatiza que os comentários de Vance elevaram esperanças por uma resolução, revertendo parte das altas provocadas pelo bloqueio inicial.
Especialistas em energia alertam que, sem progresso, qualquer interrupção prolongada em Ormuz poderia disparar preços novamente, afetando economias dependentes de importações como a brasileira.
O Brasil, que importa derivados e exporta cru, sente o impacto volátil: quedas beneficiam consumidores de combustíveis, mas reduzem ganhos de produtores nacionais.
Até o fechamento dos mercados, não havia sinais de retaliação iraniana imediata, mantendo o viés de baixa nos contratos futuros de petróleo.
