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Publicado há cerca de 1 mês · Economia
As taxas dos títulos do Tesouro Direto registraram queda generalizada nesta segunda-feira (14), em um movimento alinhado ao otimismo no mercado financeiro brasileiro. O principal motor foi a sinalização do Irã de considerar pausar restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, abrindo caminho para nova rodada de negociações com os Estados Unidos.
O dólar à vista operava em baixa de 0,31%, cotado a R$ 4,9826 às 9h33, renovando mínimas e rompendo pela primeira vez em dois anos a barreira de R$ 5,00. Essa referência positiva para o risco Brasil contribuiu diretamente para o recuo das taxas, conforme reportado pelo InfoMoney.
Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 caiu para 13,26% ao ano, ante 13,35% na sessão anterior. O movimento reflete a melhora no apetite por risco global após as declarações iranianas, que reduziram o prêmio de risco na curva de juros brasileiros.
Papéis atrelados à inflação também acompanharam a tendência. O Tesouro IPCA+ 2040 recuou para 7,00% ao ano, de 7,03% anteriormente, beneficiado pelo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A SpaceMoney corroborou a queda em bloco das taxas do Tesouro Direto, destacando o dólar abaixo de R$ 5 como fator chave ao lado das perspectivas de diálogo EUA-Irã.
No mercado de juros futuros, as taxas curtas dos DIs cederam, com o DI janeiro/2028 em 13,455%, uma redução de 6 pontos-base. O Investing.com atribuiu o movimento à expectativa de retomada das negociações entre EUA e Irã.
Donald Trump afirmou que o Irã quer um acordo sobre a guerra, renovando esperanças de diálogo e aliviando pressões sobre os preços do petróleo. O Brent negociava a US$ 96,42 por barril e o WTI a US$ 94,00, ambos abaixo de US$ 100, o que ajuda a conter pressões inflacionárias.
O Ibovespa abriu renovando recorde histórico aos 199 mil pontos, acompanhando o alívio em risco global. Bolsas de Nova York também subiam, conforme o Valor Econômico, com foco em inflação americana fraca e negociações EUA-Irã.
O cenário positivo contrasta com dados domésticos recentes, como a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro, que cresceu apenas 0,1%, abaixo da expectativa de 0,5%, sinalizando desaceleração econômica.
Investidores interpretam o recuo das taxas como oportunidade para reposicionar carteiras em renda fixa, especialmente em papéis de longo prazo como o Prefixado 2029 e IPCA+ 2040.
A ausência de confirmação direta em agências internacionais como Reuters ou Bloomberg sobre a sinalização iraniana no Ormuz exige cautela, mas veículos brasileiros como InfoMoney e SpaceMoney reportam o impacto nos mercados locais.
Para o investidor pessoa física, o Tesouro Direto se torna mais atrativo com yields menores, demandando análise de duration e exposição a inflação.
Analistas monitoram a evolução das negociações EUA-Irã, que podem sustentar o dólar fraco e pressionar ainda mais as taxas para baixo.
O movimento de hoje reforça a sensibilidade dos mercados brasileiros a eventos geopolíticos globais, com o Estreito de Ormuz como ponto crítico para suprimentos de energia.
Em resumo, a sessão de 14 de abril de 2026 marca um dia de alívio para o Tesouro Direto, com taxas em queda impulsionadas por dólar barato e otimismo diplomático.
