Matéria
Publicado há cerca de 3 horas · Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não participar do leilão da Parceria Público-Privada (PPP) do túnel Santos-Guarujá, realizado em 5 de setembro de 2025 na B3, em São Paulo, para evitar ficar ao lado do governador paulista Tarcísio de Freitas. Em seu lugar, escalou o vice-presidente Geraldo Alckmin para representar o governo federal no evento, que marcou o início das obras de uma das maiores concessões do Novo PAC.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">2</argument></grok:render>
A decisão de Lula foi confirmada pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que destacou a importância estratégica da obra para a mobilidade na Baixada Santista. Alckmin, ao lado de Tarcísio e do próprio ministro, bateu o martelo simbólico que formalizou a concessão, vencida por um grupo português.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">3</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">7</argument></grok:render>
O túnel submerso, que ligará Santos a Guarujá, promete reduzir o tempo de viagem de cerca de uma hora para poucos minutos, aliviando o tráfego na balsa e impulsionando o escoamento de cargas do Porto de Santos, o maior da América Latina. A obra, aguardada há quase 100 anos, foi destacada por Tarcísio em discurso no leilão, onde enfatizou a 'energia' necessária para bater o martelo.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">4</argument></grok:render>
A PPP prevê investimentos totais de R$ 6,8 bilhões, com divisão entre recursos federais, estaduais e privados. O governo federal garantiu aporte público de até R$ 2,57 bilhões via Agência de Participações em Infraestrutura (APSI), enquanto São Paulo comprometeu-se com contrapartidas equivalentes.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">4</argument></grok:render>
A ausência de Lula no evento reflete tensões políticas entre o Planalto e o Palácio dos Bandeirantes. Reportagens indicam que o presidente cogitou federalizar a obra em momentos de descontentamento com Tarcísio, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render>
Alckmin, figura experiente na política paulista e ex-governador do estado, foi a escolha natural para mediar o ato. Sua presença evitou um encontro direto entre Lula e Tarcísio, que poderia amplificar desgastes públicos em ano pré-eleitoral.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">2</argument></grok:render>
O leilão transformou-se em palanque político, com Tarcísio celebrando a realização de um sonho antigo da região. 'Tem de bater o martelo com energia', disse o governador, segundo a Folha de S.Paulo, em referência à longa espera pela obra.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">3</argument></grok:render>
Embora o foco tenha sido o anúncio dos aportes e a assinatura da concessão, fontes apontam que demoras em liberações de empréstimos federais do BNDES e Banco do Brasil para obras em São Paulo azedaram ainda mais as relações entre Lula e Tarcísio nos meses seguintes.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">5</argument></grok:render>
Em 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou R$ 2,6 bilhões do aporte federal destinado ao túnel, citando falhas de governança. O governo paulista reagiu abrindo crédito suplementar de R$ 2,64 bilhões para cobrir o rombo e manter o cronograma.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">6</argument></grok:render>
Esses episódios posteriores reforçam o contexto de atritos revelado já no leilão, onde a escalada de Alckmin foi vista como manobra para diluir o protagonismo de Tarcísio. O governador, no entanto, manteve o tom conciliador durante o evento.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">3</argument></grok:render>
A obra integra o Novo PAC como a maior iniciativa de infraestrutura portuária, com potencial para gerar empregos e dinamizar a economia regional. O consórcio vencedor, liderado por empresa portuguesa, assumiu a operação por 30 anos.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">4</argument></grok:render><grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">7</argument></grok:render>
Especialistas destacam que o túnel eliminará gargalos logísticos, beneficiando exportadores e a população local. A expectativa é de conclusão em cerca de cinco anos, dependendo da liberação de recursos.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">4</argument></grok:render>
A estratégia de Lula de delegar a Alckmin não apenas evitou um foto oficial incômodo, mas também preservou a imagem de avanço nas parcerias federativas, apesar das rusgas. O Planalto enfatizou o compromisso com a infraestrutura nacional.<grok:render type="render_inline_citation"><argument name="citation_id">1</argument></grok:render>
Tarcísio, por sua vez, usou o momento para reforçar sua gestão pró-obras, contrastando com supostas entraves federais. A dinâmica política em torno do túnel ilustra as complexidades da cooperação entre União e estados em projetos bilionários.
O Timon Diário apurou que, apesar dos bloqueios recentes, as obras avançam com o suporte estadual. O episódio do leilão permanece como marco de uma aliança pragmática, ainda que tensa.
