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Publicado há cerca de 1 mês · Brasil
Brasília, 14 de abril de 2026 – Parlamentares da oposição brasileira intensificaram nesta segunda-feira as acusações de perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos e 1 mês de prisão por tentativa de golpe de Estado. Após a prisão de Ramagem em Orlando, na Flórida, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), líderes do PL anunciaram que pedirão asilo político ao governo americano.
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que solicitará formalmente à Embaixada dos EUA em Brasília o asilo político para Ramagem. 'É uma perseguição descarada do STF contra aliados do ex-presidente Bolsonaro', declarou o deputado, segundo reportagem da CNN Brasil.
Paralelamente, o senador Jorge Seif (PL-SC) já protocolou pedido de asilo político diretamente na embaixada americana na capital federal. A iniciativa ocorre um dia após a detenção de Ramagem, na noite de sábado (13), por agentes do ICE, devido a irregularidades migratórias, como visto de turista expirado em março de 2026 e uso de passaporte cancelado por ordem judicial brasileira.
Ramagem, considerado foragido da Justiça brasileira desde sua saída clandestina do país em setembro de 2025, foi localizado após meses de monitoramento pela Polícia Federal (PF). Agentes brasileiros acompanharam a esposa dele e o carro usado para buscá-la no aeroporto de Orlando, o que facilitou a identificação de sua residência na cidade.
O passaporte cancelado de Ramagem foi usado para comprar um veículo nos EUA, o que ajudou na operação de cerco por SUV que culminou na prisão. O governo brasileiro havia enviado pedido de extradição em dezembro de 2025, mas a detenção inicial foi por motivos imigratórios, não diretamente ligada à condenação do STF.
A oposição argumenta que o caso configura perseguição política e pede prioridade na análise do asilo pelo governo Trump. 'Ramagem é vítima de uma ditadura judicial no Brasil', disse Seif ao Poder360.
Do lado do STF e do governo Lula, Ramagem é visto como condenado por crimes graves, incluindo tentativa de golpe. A corte brasileira considera a fuga dele como agravante para a extradição.
O futuro de Ramagem nos EUA é incerto. Especialistas apontam três cenários principais: deportação imediata por imigração irregular, extradição para o Brasil ou análise de pedido de asilo político, conforme análise do Estadão.
Parlamentares da oposição, como Cabo Gilberto Silva, insistem que o governo americano deve priorizar o asilo, alegando risco de vida no Brasil devido à suposta perseguição.
A Folha de S.Paulo informou que o visto de turista de Ramagem venceu em março, sujeitando-o a deportação. O governo dos EUA confirmou a prisão por overstaying, sem menção inicial à extradição.
A Gazeta do Povo detalhou que a operação de monitoramento durou meses, com a PF cruzando dados de imigração e compras nos EUA para fechar o cerco.
Até o momento, não há confirmação oficial dos EUA sobre análise prioritária do asilo ou decisão sobre extradição. A embaixada em Brasília não se pronunciou sobre os pedidos protocolados.
O caso ganha contornos diplomáticos, especialmente sob o governo Trump, que assumiu em janeiro de 2026 e tem histórico de concessões em casos de asilo político contra regimes de esquerda.
Ramagem, ex-diretor da Abin e aliado de Jair Bolsonaro, foi eleito deputado federal em 2022, mas teve mandato cassado após a condenação. Sua prisão nos EUA reacende debates sobre soberania judicial e relações bilaterais.
A oposição planeja acionar mais parlamentares para pressionar pela concessão do asilo, enquanto o Itamaraty monitora os desdobramentos para eventual extradição.
