Matéria
Publicado há cerca de 3 horas · Brasil
O presidente estadual do Republicanos em Minas Gerais, deputado federal Euclydes Pettersen, declarou que pode abrir mão de sua pré-candidatura ao Senado para viabilizar a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo do estado.
Em entrevista à coluna da Rádio Itatiaia, Pettersen afirmou que está disposto a colocar a vaga a disposição caso seja necessário para confirmar Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes.
"Sou pré-candidato ao Senado, mas tenho consciência de que se for necessário, pela candidatura de Cleitinho, coloco a vaga a disposição", disse o dirigente estadual.
Pettersen ressaltou que trabalha "incansavelmente" para reverter a decisão do diretório nacional do partido, que havia anunciado a desistência da candidatura de Cleitinho.
A reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, prevista inicialmente para o dia 1º de agosto, foi cancelada e deve ser remarcada para a semana seguinte.
O Republicanos havia comunicado anteriormente que não lançaria Cleitinho ao governo, citando a indefinição do senador e sua ausência na convenção estadual como fatores que comprometeram as alianças.
Cleitinho reafirmou publicamente sua intenção de disputar o governo de Minas Gerais pela legenda, contrariando a posição inicial do partido.
Como condição para sua candidatura, o senador indicaria Luís Eduardo Falcão, do Republicanos, como vice-governador.
O partido em Minas Gerais admite ter mantido conversas com Marcelo Aro, do PP, para uma eventual candidatura ao governo caso Cleitinho desistisse.
Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, afirmou que Cleitinho "perdeu o timing" para a formação de alianças e expressou receio de que ele pudesse desistir da candidatura no meio do caminho.
A declaração de Pettersen sobre abrir mão do Senado é recente e provém de entrevista à coluna da Rádio Itatiaia, sem confirmação oficial do partido nacional sobre essa possibilidade.
O veto inicial do Republicanos foi mantido em reuniões recentes, mas há sinais de possível reavaliação após pronunciamentos de Cleitinho.
Divergências entre a assessoria de Cleitinho, que afirma que ele será candidato, e a direção do partido, que indicava veto, persistem.
A exigência de Luís Eduardo Falcão como vice por Cleitinho conflita com interesses da federação União-PP, mas não há resolução relatada até o momento.
