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Publicado há cerca de 1 mês · Brasil
O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou contatos com o PSDB em São Paulo visando formar uma frente ampla em torno da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo estadual em 2026. A movimentação, porém, foi rechaçada de forma categórica pelos tucanos, que veem no petismo um adversário histórico.
Segundo fontes consultadas pelo Poder360, dirigentes do PT procuraram especificamente Paulo Serra, vice-presidente nacional do PSDB e presidente da Executiva estadual paulista, que é pré-candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes. A proposta petista buscava atrair forças de centro-direita para fortalecer Haddad contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (14), a Executiva do PSDB em São Paulo afirmou: 'Não existe qualquer possibilidade de aproximação do PSDB de SP com o PT'. A declaração reforça a posição do partido de manter distância dos petistas, com quem rivaliza há décadas na política paulista.
Dirigentes nacionais do PSDB confirmaram as tentativas de diálogo por parte do PT, mas classificaram a iniciativa como incipiente e sem qualquer avanço. O portal ABC em Off também reportou o rechaço tucano, destacando que o PSDB pretende lançar Paulo Serra como opção de centro, fora da polarização entre PT e Tarcísio.
O Estadão informou que o PT argumenta que os tucanos foram escanteados no governo Tarcísio, o que poderia motivar uma aliança contra o republicano. No entanto, líderes paulistas do PSDB insistem em uma candidatura própria para representar o centro-direita moderado no estado.
Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, tem se posicionado como alternativa viável para 2026. Sua pré-candidatura ganhou força após o PSDB romper com o governo Tarcísio, criticando a falta de espaço para o partido na gestão atual.
A rejeição do PSDB frustra os planos petistas de ampliar sua base em São Paulo, onde Haddad tenta se consolidar como nome forte. O ex-prefeito e ministro da Fazenda tem recebido apoio da bancada do PT em agendas de pré-campanha, como noticiado pela CBN.
Analistas políticos apontam que PSDB e PT são rivais históricos desde os tempos de FHC e Lula. Qualquer aliança seria vista como ruptura profunda na tradição tucana, especialmente após anos de oposição ferrenha ao lulismo.
O UOL, citando a Agência Estado, reforçou que o PT busca o PSDB para fortalecer Haddad na disputa pelo Bandeirantes. Mas fontes tucanas minimizam o impacto da abordagem, afirmando que o foco é na reconstrução do partido em SP.
A nota da Executiva paulista foi assinada por Serra e reforça o compromisso com uma 'terceira via' na eleição. O PSDB planeja oferecer uma gestão técnica e experiente, contrastando com o que considera extremismos de esquerda e direita.
No contexto nacional, o PSDB nacional também se manifesta contra alianças com o PT. Dirigentes como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendem autonomia partidária e foco em pautas centristas.
Haddad, por sua vez, segue articulando apoios em outras siglas de centro-esquerda, mas a porta tucana parece fechada. A movimentação petista ocorre em meio a uma pré-campanha aquecida, com Tarcísio já se movimentando para reeleição.
A rejeição tucana pode forçar o PT a buscar outros parceiros, como MDB ou Podemos, mas o PSDB era visto como peça-chave para atrair o eleitorado de centro em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Especialistas em eleições preveem um cenário fragmentado em 2026, com pelo menos quatro candidaturas fortes: Haddad (PT), Tarcísio (Republicanos), Serra (PSDB) e nomes do MDB ou PL.
A nota oficial do PSDB-SP circulou rapidamente nas redes sociais partidárias, sinalizando unidade interna contra qualquer flerte petista. Serra deve intensificar viagens pelo interior para consolidar sua pré-candidatura.
Enquanto isso, o PT nacional avalia os próximos passos. A tentativa com o PSDB foi discreta, sem declarações públicas de líderes petistas específicos sobre o contato com Serra.
O episódio reforça as dificuldades do PT em SP para além da polarização Lula-Bolsonaro. Derrotado em 2022, o partido busca recompor forças para 2026, mas esbarra em resistências históricas da centro-direita.
